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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

CATÓLICOS: TIREM O PT DOS ALTARES

    A podridão em certa cúpula da Igreja Católica, dentre as mais conhecidas a CNBB e certos cardeais paulistas, precisa ser expulsa do seio da nossa amada Igreja.
EM SÃO PAULO, HÁ UMA CAMPANHA NAS RUAS, COM OUTDOORS, PARA TIRAR O PT DO ALTAR.

    Dom Odilo Scherer, que não veste as sandálias de Francisco de Assis, tentou esconder a vergonha que aconteceu em 30.09.2019 dentro da Catedral da Sé, em São Paulo. Está na hora de expulsarmos os vendilhões do templo!

BERNARDO KUSTER, FAMOSO YOUTUBER E CATÓLICO CONVICTO FALA A RESPEITO DESSE TRISTE EPISÓDIO.

18 comentários:

  1. Saudações fraternais a todos.

    "CALMA"
    Caro Professor Ari, já tornou-se tradição encontros de líderes religiosos variados, em templos católicos. São João Paulo II os realizou. A Catedral Metropolitana de São Paulo é espaço usado identicamente, há anos. São situações especiais, evidentemente, NÃO CELEBRATIVAS que, apenas, mostram os líderes "de mãos dadas", num exemplo de elevada significância, para uma sociedade, crescentemente, exclusivista, violentamente competitiva, onde o diálogo perde espaço. Foi um encontro, repito, sim, de religiosos, porém, não celebrativo. De resto, a Igreja está lúcida e prevenida, para não deixar-se instrumentalizar, por quaisquer interesses. O Evangelho, somente, interessa à Igreja. "Calma", como disse o Cardeal Scherer. Grato e segue um PAZ E BEM!

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  2. TEXTO G.1.

    SEGUNDA HIPÓTESE: O HODIERNO CAPITALISMO BURSÁTIL É UMA CONSPIRAÇÃO CUJO PRINCIPAL OBJETIVO É TRANSFERIR RIQUEZAS

    II.1.Primeiros indícios de que o único objetivo do hodierno
    capitalismo bursátil é a transferência de riquezas:
    o surgimento de extravagantes cotações durante
    longos períodos de tempo

    Na literatura técnica encontramos o
    seguinte fragmento de texto:

    [...] Na ausência de um
    conhecimento objetivo do
    futuro, as expectativas só
    podem ser subjetivas: cada
    operador constrói a sua
    própria visão do futuro. (7)
    (negrito nosso)

    Entretanto, não nos parece equivocado
    sustentarmos que frente às extravagantes
    valorizações obtidas por determinados
    títulos bursateis no longo prazo, exsurge
    um fator de conhecimento objetivo do
    futuro. Em outros termos, o futuro passa
    a ser probalizável.

    No sentido acima, encontramos na
    literatura técnica o seguinte fragmento
    de texto:

    […] But, financial assets represent
    the right to a share of the surplus
    value that is produced. As long as
    this right is not exercised, it remains
    virtual. But as soon as anyone
    exercises it, they discover that it is
    subject to the law of value, which
    means one cannot distribute more
    real wealth than is produced. The
    discrepancy between the exuberant
    inflation of the financial sphere and
    the more moderate growth of the real
    economy is the crux of the problem.
    (44)

    Traduzindo:

    [...] Mas, os ativos financeiros
    representam uma parcela da maisvalia
    que é produzida. Enquanto esse
    direito não for exercido, ele
    permanecerá virtual. Mas logo que
    alguém o exerce, ele descobre que
    esse está sujeito à lei do valor, o que
    significa que não se pode distribuir
    mais riqueza real do que a produzida.
    A discrepância entre a inflação
    exuberante da esfera financeira e o
    crescimento mais moderado da
    economia real é o cerne do problema.
    (44)

    Como exemplo, deste “cerne do
    problema”, a Bolsa de Valores de São
    Paulo (BOVESPA) valorizou
    estratosféricos 4.828,51%, em moeda
    constante (dólar norte-americano) no
    período de “1” de janeiro de 1991 a “8”
    de maio de 2006. Não obstante, nesse
    mesmo período a valorização de
    algumas ações de “grande liquidez” e
    que se destacam na composição do
    índice IBOVESPA foi ainda maior,
    como nos mostra a Tabela “1”. (21)

    Ação Valorização (%) Peso no Índice Bovespa (%) Jan/abr/91 Jan/abr/06

    Petrobras Ordinária 26.390,97 0,391 2,003

    Petrobras Preferencial 17.360,93 14,599 9,227

    Vale do Rio Doce Ordinária 23.994,98 - 2,188

    Vale do Rio Doce Preferencial 13.455,25 19,430 8,095

    Tabela “1” - Valorização de algumas
    ações da Bovespa - Jan. de 1991 a abr.
    de 2006

    Fonte: Economatica e Bovespa

    Ademais, a data de “8” (oito) de maio de
    2006 não foi a data final do ciclo de alta
    em comento. Tal ciclo de alta
    prolongou-se ainda por
    aproximadamente “2” (dois) anos, como
    o Gráfico “1” (ADRs de Petrobras) e o
    Gráfico “3” (ADRs de Vale) nos
    comprovam. Logo, se adicionarmos
    mais “2” (dois) anos a tais números,
    certamente teremos valorizações ainda
    maiores.

    Adicionalmente, por meio de cálculos
    matemáticos simples, verificamos que a
    valorização média ponderada das duas
    espécies dos dois títulos descritos na
    Tabela “1” __ vale dizer, Petrobras e
    Vale __ ultrapassou em (doze) vezes o
    conjunto da valorização média dos
    demais títulos da composição do índice
    Ibovespa no período de “1” de janeiro de
    1991 a “8” de maio de 2006.

    Por outro lado, mesmo após as enormes
    e contínuas desvalorizações sofridas
    pelos títulos ADRs de Petrobras e Vale,
    respectivamente, de Junho de 2008 a
    Fevereiro de 2016 e de Janeiro de 2011 a
    Fevereiro de 2016 permitimo-nos
    imaginar que a valorização de tais títulos
    ainda parece ser extravagante. Tais
    evoluções de preços no longo prazo
    podem ser comprovadas por meio da
    simples visualização do Gráfico “9”
    (ADRs de Petrobras) e do Gráfico “10”
    (ADRs de Vale), respectivamente.
    Assim, este é um primeiro indício de que
    são apenas preços virtuais os preços
    surgidos das extravagantes valorizações
    que podemos visualizar na Tabela “1”,
    conforme abaixo podemos visualizar.

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  3. TEXTO G.2.

    Aqui nos parece oportuno fazermos uma
    pausa em nossa abordagem para
    colocarmos um pergunta importante: Por
    que os títulos de Petrobras e Vale, além
    de ter tido valorização extravagante,
    valorizaram “12” (doze) vezes mais que
    os demais títulos da composição do
    índice Ibovespa no período de “1” de
    1991 à “8” de maio de 2006?

    - A resposta simples e inequívoca é
    porque tais valorizações extravagantes
    permitem a certos “agentes” transferir
    riquezas para si próprios, como veremos
    no discorrer da presente hipótese.

    Neste sentido, a enorme coincidência de
    Fevereiro / 2016, ter sido o momento de
    uma importante “reversão secundária”,
    tanto para os títulos de Petrobras quanto
    para os títulos de Vale, conforme
    facilmente podemos visualizar nos
    gráficos “9” e “10”, respectivamente, é
    mais um indício de que o hodierno
    capitalismo bursatil brasileiro pode ser
    equiparado a uma “pirâmide financeira”
    e/ou a uma “manipulação planejada e
    continuada”. Em apertada síntese, o
    hodierno capitalismo bursatil brasileiro
    se equipara a uma conspiração. Neste
    sentido, cabe-nos aqui enfatizar algo
    acima registrado:

    [...] as enormes e contínuas
    desvalorizações sofridas pelos títulos
    ADRs de Petrobras e Vale,
    respectivamente, de Junho de 2008 a
    Fevereiro de 2016 e de Janeiro de
    2011 a Fevereiro de 2016, tiveram o
    mesmo importante momento de uma
    “reversão secundária”: “Fevereiro /
    2016”.

    Ademais, parece-nos oportuno fazer
    uma pausa em nossa abordagem para
    colocarmos um importante
    questionamento: haveria “segurança do
    principal” e uma “satisfatória taxa de
    retorno” ao aplicarmos financeiramente
    em títulos de Petrobras e Vale, títulos
    cuja valorização ultrapassou em doze
    vezes o conjunto da valorização média
    dos demais títulos da composição do
    Ibovespa, conforme antes
    mencionamos?

    - Com certeza, não! Ilustra tal conclusão,
    o seguinte fragmento de texto de autoria
    do grande aplicador financeiro, Warren
    Buffett:

    Para um título ser considerado um
    investimento, disse Graham, deve
    haver certo grau de “segurança do
    principal” e uma “satisfatória taxa de
    retorno”. [...] Um rendimento
    satisfatório inclui não apenas um
    rendimento, mas também uma
    valorização dos preços. (41)

    Entretanto, os títulos constantes da
    Tabela “1” ultrapassaram em doze
    vezes a valorização média dos
    demais títulos do índice Ibovespa,
    num longo período de tempo (no
    mínimo dezesseis anos), conforme
    anteriormente mencionamos no
    presente item. Deste modo, tanto a
    “segurança do principal”, quanto à
    “taxa de retorno do principal” são
    altamente questionáveis de serem
    encontradas em tais títulos, pois tais
    valorizações foram extravagantes,
    como antes vimos. Em outros termos,
    tais títulos mesmo após as enormes e
    contínuas desvalorizações sofridas,
    ainda permanecem “sobreavaliados”
    atualmente (Setembro / 2019),
    conforme antes vimos. Ademais,
    sustentamos na primeira hipótese que
    os extravagantes preços alcançados
    em tais títulos são o resultado tão
    somente de manipulações. Não
    obstante, alguns investidores,
    mormente alguns investidores
    institucionais, têm uma política de
    “manter em carteira” de forma quase
    que permanente tais títulos, como
    pode ser facilmente constatado.
    Neste sentido, doravante iremos
    sustentar que tal política de
    “manutenção em carteira” de tais
    títulos de “grande liquidez” de forma
    quase que permanente é um dos
    principais indícios de que os fundos
    de pensão são as principais vítimas
    do hodierno capitalismo bursatil,
    como adiante veremos. Em outros
    termos, a manutenção em carteira de
    forma quase que permanente destes
    títulos « sobreavaliados » e
    igualmente « manipulados »,
    conforme estamos sustentando na
    presente hipótese e na primeira
    hipótese, respectivamente, é o
    PRIMEIRO INDÍCIO de que o
    principal objetivo do hodierno
    capitalismo bursátil hodierno é
    transferir riquezas, pois tal prática
    equivocada equipara-se a uma sutil
    forma de transferência de riquezas,
    como a seguir iremos demonstrar.

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  4. TEXTO G.3.

    Neste sentido, encontramos na literatura
    técnica o seguinte fragmento de texto:
    [...] D’un point de vue théorique, les
    cours de Bourse doivent être indexés
    sur les profits attendus. Cette liaison
    est évidemment très imparfaite, et
    dépend aussi de la structure de
    financement des entreprises : selon
    que celles-ci se financent
    principalement ou accessoirement sur
    les marchés financiers, le cours de
    l’action sera un indicateur plus ou
    moins précis. L’économiste marxiste
    Anwar Shaikh a exhibé une
    spécification qui montre que cette
    relation fonctionne relativement bien
    pour le Etats-Unis. Il en va de même
    dans le cas français : entre 1965 et
    1995, l’indice de la Bourse de Paris
    est bien corrélé avec le taux de profit.
    Mais cette loi a été clairement
    enfreinte dans la seconde moitié des
    années 90 : à Paris, le CAC40 a par
    exemple été multiplié par trois en
    cinq ans, ce qui est proprement
    extravagant. Le retournement
    boursier doit donc être interprété
    comme une forme de rappel à
    l’ordre de la loi de la valeur qui se
    fraie la voie, sans se soucier des
    modes économiques. Le retour du
    réel renvoie en fin de compte à
    l’exploitation des travailleurs, qui
    est le véritable « fondamental » de
    la Bourse. La croissance de la
    sphère financière et des revenus
    qu’elle procure n’est possible qu’en
    proportion exacte de
    l’augmentation de la plus-value
    non accumulée, et l’une comme
    l’autre admettent des limites, qui
    ont été atteintes.(22) (negrito nosso)

    Traduzindo o fragmento de texto em
    negrito:

    [...] A reversão bursatil deve,
    portanto, ser interpretada como uma
    forma de chamar à ordem a lei do
    valor, a qual prepara o seu caminho,
    independente das tendências
    econômicas. O retorno ao real nos
    devolve, em última instância, a
    exploração dos trabalhadores, que é o
    verdadeiro “fundamento” da Bolsa.
    O crescimento do setor financeiro e
    dos ganhos que este proporciona só é
    possível na proporção exata do
    aumento da mais-valia não
    acumulada, e um, como o outro,
    admitem limites que foram atingidos.
    (22)

    Neste sentido, antes registramos que a
    Bolsa de Valores de São Paulo
    (BOVESPA) valorizou estratosféricos
    4.828,51%, em moeda constante (dólar
    norte-americano) no período de “1” de
    janeiro de 1991 a “8” de maio de 2006,
    como antes vimos. Ademais, na Tabela
    “1” registramos que neste mesmo
    período de tempo as ações ordinárias de
    Vale e Petrobras valorizaram em dólares
    norte-americanos 23.994,98% e
    26.390,97%, respectivamente.

    Por outro lado, antes sustentamos que as
    extravagantes valorizações obtidas por
    determinados títulos bursateis é um fator
    de conhecimento objetivo do futuro.
    Logo, não nos parece equivocado
    concluirmos que ao compararmos as
    valorizações do índice IBOVESPA,
    mormente à valorização das ADRs de
    Petrobras e Vale (Tabela “1”)
    verificamos que tais valorizações
    ultrapassaram em muito, mesmo àquela
    considerada extravagante valorização do
    índice CAC 40, antes mencionada. Em
    outros termos, não nos parece
    equivocado sustentarmos que são preços
    virtuais os preços surgidos das
    extravagantes valorizações apresentadas
    na Tabela “1”. Conseqüentemente, não
    nos parece equivocado sustentar que as
    extravagantes valorizações obtidas pelos
    títulos de Petrobras e Vale é um fator de
    conhecimento objetivo do futuro,
    conceito que antes vimos.

    Em resumo, no presente item
    registramos que os títulos de Vale e
    Petrobras tiveram valorização que
    ultrapassou em 12 (doze) vezes o
    conjunto da valorização média dos
    demais títulos da composição do índice
    Ibovespa, num período de pelo menos
    16 (dezesseis) anos. Ademais, tal
    valorização foi extravagante, como
    igualmente antes vimos. Entretanto, tal
    situação tem sido o germe de uma
    “Tendência Irreversível de Baixa da
    Bolsa Brasileira”, doravante “TIBBB”,
    como iremos sustentar ao longo do
    presente trabalho.

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  5. TEXTO G.4.

    Logo, quem “mantém em carteira” de
    forma permanente títulos de “grande
    liquidez” está transferindo riquezas para
    determinados “agentes”, como iremos
    sustentar nesta segunda hipótese, bem
    como na terceira hipótese. Em outros
    termos, tais afirmações são as bases
    sobre as quais iremos sustentar a
    hipótese de que o hodierno capitalismo
    bursátil brasileiro é uma espécie do
    gênero conspiração.

    Permite-nos ilustrar de que seria uma
    maneira de transferir riquezas as
    extravagantes valorizações apresentadas
    na Tabela “1” a leitura do seguinte
    fragmento de texto encontrado na
    literatura técnica:

     [...] Mais il y a quand même des
    “NOEUDS DE CONVERSION”
    entre la sphère financière et la
    sphère réelle qui interdisent une
    divergence durable. Tout dépend
    au fond de ce que l’on fait des
    revenus des actifs financiers. Tant
    que ceux-ci sont intégralement
    réinvestis, les patrimoines
    croissent en dehors de tout lien
    matériel avec la sphère réelle et
    l’écart peut potentiellement
    DEVENIR INFINI. Mais si une
    partie des droits de tirage qui
    correspondent aux revenus
    financiers cherchent à se porter
    dans la sphère réelle, autrement
    dit à s’échanger contre des biens
    et services, ce transfert doit se
    plier à la loi de la valeur ou plus
    prosaïquement à celle de l’offre et
    de la demande. (45) (maiúsculo
    nosso)

    Traduzindo:

     [...] Mas ainda existem « NÓS DE
    CONVERSÃO » entre a esfera
    financeira e a esfera real que
    proíbem uma divergência durável.
    Tudo, no fundo, depende do que
    fazemos com os ganhos dos ativos
    financeiros. Enquanto estes forem
    totalmente reinvestidos, os ativos
    crescem sem qualquer conexão
    física com a economia real e a
    diferença pode tornar-se
    POTENCIALMENTE INFINITA.
    Mas se uma parte destes direitos
    de retiradas correspondentes aos
    ganhos financeiros procurar se
    transferir para a esfera real – ou
    seja, procurar se trocar por bens e
    serviços –, tal transferência deve
    obedecer à lei do valor ou, mais
    prosaicamente, àquela lei da
    oferta e da procura. (45) (maiúsculo
    nosso)

    A semelhança das afirmações vale a
    transcrição:

     [...] Não há sentido em
    AUMENTAR OS PREÇOS DAS
    AÇÕES A UM NÍVEL MUITO
    ALTO se você não pode induzir o
    público a tirar as ações de sua mão
    mais tarde. Na realidade, o único
    momento em que um vendedor
    pode ganhar dinheiro grande
    vendendo uma ação é quando a
    ação está alta demais. E você pode
    apostar seu último centavo na
    certeza de que os grandes
    acionistas não vão proclamar este
    fato para o mundo. (10) (maiúsculo
    nosso)

    Entretanto, antes vimos que:

    “A discrepância entre a inflação
    exuberante da esfera financeira e o
    crescimento mais moderado da
    economia real é o cerne do
    problema.” (44)

    Em outros termos, fica patente que as
    ações no hodierno capitalismo bursatil
    nitidamente têm um “preço” e um
    “valor”. Neste sentido, podemos ver na
    Tabela “1” que os títulos de Petrobras e
    Vale tiveram valorizações extravagantes,
    o que contraria a “lei do valor”, como
    vimos. Assim, esse é um forte indício de
    que os títulos de “grande liquidez” são
    apenas os veículos concebidos com o
    intuito de converter “liquidez
    subordinada” (“ações”) em “liquidez
    principal” (”dinheiro”). Reforça tal
    sentimento o fato de a literatura técnica
    sustentar que a “liquidez subordinada”
    se equipara a títulos sem substância,
    como vimos na primeira hipótese.

    Ademais, sustentamos na primeira
    hipótese que os extravagantes preços
    alcançados pelos títulos de “grande
    liquidez” foram o fruto exclusivo de
    manipulações. Por seu turno, tais
    manipulações são as conseqüências do
    surgimento da “opinião do próprio
    mercado” e de uma “liquidez
    continuada”, como veremos ao longo
    desta segunda hipótese.

    Conseqüentemente, existem fortes
    indícios de que alguns participantes do
    mercado bursátil hodierno vão receber
    pouco ou nada, pois a finança somente é
    capaz de transferir ao longo do tempo a
    titularidade das riquezas. Entretanto,
    ainda falta que as riquezas sejam
    produzidas. (23) Em outros termos, na
    Bolsa de Valores não existe o milagre da
    multiplicação dos pães. (31)

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  6. TEXTO. G.5.

    Em apertada síntese, se você “mantém
    títulos cotados no mercado bursátil em
    carteira” de forma permanente você está
    fazendo alguma coisa. VOCÊ NÃO
    ESTÁ FAZENDO NADA! Você está
    participando de uma aposta. Entretanto,
    as características de risco de uma aposta
    não podem ser eliminadas. Grosso
    modo, o seu Capital está em risco.

    Em síntese, a Bolsa é apenas uma
    máquina de fazer fortunas. [...] Claro
    que, para aqueles que ficam ricos, não é
    nada desprezível. Mas, para todos os
    demais isto começa a ser bastante. (55)
    Logo, como a Bolsa de Valores não cria
    riquezas, quanto mais fortunas são feitas
    na Bolsa de Valores por alguns poucos
    participantes desta instituição, mais a
    maioria dos demais participantes desta
    instituição perde, pois como estamos
    sustentando esses últimos transferem
    riquezas para os primeiros.

    Conseqüentemente, a Bolsa de Valores
    hodierna não é uma instituição eficaz,
    pois não faz as coisas certas. Logo, não
    nos parece equivocado começarmos a
    pensar na extinção da Bolsa de Valores.
    Prosseguindo em nossa abordagem, vainos
    permitir aprofundar no estudo da
    enorme diferença que eventualmente
    possa existir entre o “preço” e o “valor”,
    a leitura do seguinte fragmento de texto
    encontrado na literatura técnica:

    [...] Aussi informative que soit
    cette approche globale, ce n’est
    qu’en considérant au cas par
    cas la manière dont la bourse a
    analysé telle ou telle situation
    spécifique qu’on prend
    véritablement toute la mesure
    des dysfonctionnements qu’a
    connus cette période.
    Considérons le marché du
    jouet au détail, dominé au
    début des années 90 par la très
    ancienne et vénérable
    entreprise Toys « R » Us. Cette
    domination est brutalement
    contestée par la toute jeune
    entreprise eToys, créée en
    1997, qui mise sur le
    développement du commerce
    en ligne pour arriver à ses fins.
    (63)

    [...] Si l’on compare
    objectivement ces deux
    entreprises, on observe, d’un
    côté, une entreprise forte d’un
    savoir-faire et d’une
    expérience indéniables,
    réalisant en 1998 un chiffre
    d’affaires de plus de 11
    milliards de dollars dans 1156
    magasins pour un profit de 376
    millions de dollars et, de
    l’autre côté, une entreprise sans
    expérience dont le chiffre
    d’affaires, cette même année,
    se monte à 30 millions de
    dollars pour une perte de 28
    millions. Autrement dit, eToys
    représente l’équivalent
    financier de trois magasins de
    Toys « R » Us et fait des pertes
    quand son concurrent fait des
    profits. En dépit de ces
    données, à la fin de l’année
    1999, eToys était évalué en
    bourse 1/3 de plus que le géant
    américain du jouet! Pour que le
    marché estime de manière
    aussi surprenante la valeur de
    ces deux firmes, il faut non
    seulement qu’il considère que
    l’avenir de l’économie est tout
    entier contenu dans le
    commerce électronique mais
    également que les anciennes
    firmes seront incapables de
    s’adapter à cette nouvelle
    donne. Les années suivantes
    prouvèrent que ces deux
    jugements étaient également
    erronés. eToys se déclara en
    faillite en mars 2001, son
    action ne valant plus que
    quelques cents, alors même
    que Toys « R » Us s’allia à
    Amazon pour développer avec
    succès son commerce en ligne.
    Cette histoire n’est en rien
    isolée. La croyance exacerbée
    dans les prodiges de la
    Nouvelle Économie a fait
    perdre aux investisseurs leur
    capacité d’analyser
    sereinement les situations des
    entreprises. (63)

    Traduzindo:

    [...] Por mais informativo que
    seja essa abordagem
    abrangente, é apenas ao
    considerarmos caso a caso,
    como a Bolsa de Valores
    avaliou essa ou aquela situação
    específica que realmente
    vamos perceber as disfunções
    que ocorreram nesse período.
    Considere o mercado de
    brinquedos de varejo,
    dominado no início dos anos
    90 pela antiga e venerável
    empresa Toys "R" Us. Este
    domínio é abruptamente
    desafiado pela jovem empresa
    eToys, criada em 1997, que
    atua no desenvolvimento do
    comércio online para chegar
    aos seus fins. (63)

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  7. TEXTO G.6.

    [...] Se compararmos
    objetivamente essas duas
    empresas, observamos, de um
    lado, uma empresa com forte
    know-how e inegável
    experiência, realizando em
    1998 um faturamento de mais
    de 11 bilhões de dólares em
    1156 lojas para um lucro de
    376 milhões de dólares e, de
    outro lado, uma empresa
    inexperiente cujo volume de
    negócios, nesse mesmo ano,
    ascende a 30 milhões de
    dólares para uma perda de 28
    milhões. Em outras palavras,
    eToys representa o equivalente
    financeiro de três lojas da Toys
    “R” Us e faz perdas quando
    seu concorrente obtém lucro.
    Apesar destes dados, no final
    de 1999, eToys foi avaliada na
    Bolsa de Valores em 1/3 a
    mais do que a gigante de
    brinquedos dos EUA! Para que
    o mercado tenha sido tão
    surpreendente quanto ao valor
    dessas duas empresas, é
    necessário não apenas que ele
    considerasse que o futuro da
    economia estaria inteiramente
    contido no comércio
    eletrônico, mas também que as
    empresas antigas não seriam
    capazes de fazer algo para se
    adaptar a esta nova situação.
    Os anos seguintes provaram
    que ambos esses dois
    julgamentos eram igualmente
    errôneos. eToys declarou
    falência em março de 2001,
    com suas ações valendo apenas
    alguns centavos, ao passo que
    Toys “R” Us firmou parceria
    com a Amazon para
    desenvolver com sucesso seu
    negócio online. Esta história
    não é isolada. A crença
    exacerbada nas maravilhas da
    Nova Economia fez com que
    os investidores perdessem a
    capacidade de analisar com
    serenidade as situações de
    negócios. (63)

    Na tentativa de demonstrar que as ações
    de “eToys” tinham “preço” e “valor”
    distintos selecionamos duas assertivas
    do fragmento de texto acima,
    respectivamente, conforme se segue:

     [...] Apesar destes dados, no
    final de 1999, eToys foi
    avaliada na Bolsa de Valores
    em 1/3 a mais do que a gigante
    de brinquedos dos EUA!

     [...] Os anos seguintes
    provaram que ambos esses dois
    julgamentos eram igualmente
    errôneos. eToys declarou
    falência em março de 2001,
    com suas ações valendo apenas
    alguns centavos, ao passo que
    Toys “R” Us firmou parceria
    com a Amazon para
    desenvolver com sucesso seu
    negócio online.

    O primeiro fragmento de texto, acima
    mencionado, iremos classificar como
    sendo representativo do “preço”. Neste
    sentido, pensamos que a inteligência de
    tal fragmento de texto se equipara a
    inteligência dos seguintes fragmentos de
    texto encontrados no início do presente
    item:

     [...] os ativos crescem sem
    qualquer conexão física com a
    economia real e a diferença
    pode tornar-se
    POTENCIALMENTE
    INFINITA. (45)

     [...] Não há sentido em
    AUMENTAR OS PREÇOS
    DAS AÇÕES A UM NÍVEL
    MUITO ALTO SE VOCÊ
    NÃO PODE INDUZIR O
    PÚBLICO A TIRAR AS
    AÇÕES DE SUA MÃO MAIS
    TARDE. Na realidade, o único
    momento em que um vendedor
    pode ganhar dinheiro grande
    vendendo uma ação é quando a
    ação está alta demais.

    Por outro lado, pensamos que o segundo
    fragmento de texto, antes mencionado,
    se ajusta ao conceito de “valor”. Neste
    sentido, tal fragmento de texto se
    equipara ao seguinte fragmento de texto
    encontrado na literatura técnica:

    “Price is what you pay. Value
    is what you get!” (24)

    Traduzindo:

    “Preço é o que você paga;
    valor é o que você obtém!” (24)

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  8. TEXTO I.1.

    II.2. O verdadeiro “fundamento” da
    Bolsa de Valores é a exploração dos
    trabalhadores

    No item anterior colamos certo
    fragmento de texto encontrado na
    literatura técnica:

    “[...] INDUZIR O PÚBLICO
    A TIRAR AS AÇÕES DE
    SUA MÃO MAIS TARDE [...]
    QUANDO A AÇÃO ESTÁ
    ALTA DEMAIS”. (10)

    No presente item iremos demonstrar que
    tal desafio foi alcançado, embora de
    forma necessariamente passageira, por
    meio do extraordinário incentivo
    concedido à “poupança concentrada
    coletiva” *, após 1979 / 1980, mormente
    nos últimos trinta anos.

    * Fundos de pensão e fundos de mútuo

    [...] Os fundos de pensão acumulam
    contribuições calculadas sobre os
    salários e vencimentos, e seu objetivo
    declarado é assegurar aos assalariados,
    depois de aposentados, uma pensão
    regular e estável. [...] A escolha em
    favor desses sistemas foi e é mais do que
    nunca uma escolha política, escolha em
    favor dos mercados financeiros, cujas
    conseqüências, hoje, são conhecidas. Da
    mesma maneira que Keynes opõe a
    gestão da “poupança comum” pelos
    poderes públicos à exploração de sua
    “raridade” pelo capital rentista, pode-se
    opor os sistemas de previdência por
    repartição, que não tiveram necessidade
    de mercado financeiro para cumprir suas
    funções, às aposentadorias de mercado
    financeiro submetidas à sorte do
    “CASSINO”. (19) * (maiúsculo nosso)

    * “Quando o desenvolvimento do capital
    em um país se converte em subproduto
    das atividades de um CASSINO, é
    provável que ele seja realizado em más
    condições. SE SE CONSIDERA QUE A
    FINALIDADE PROPRIAMENTE
    SOCIAL DA BOLSA É CANALIZAR
    O INVESTIMENTO NOVO EM
    DIREÇÃO MAIS FAVORÁVEL, NÃO
    SE PODE REIVINDICAR O GÊNERO
    DE SUCESSO OBTIDO EM WALL
    STREET COMO UM BRILHANTE
    TRIUNFO DO LAISSEZ-FAIRE
    CAPITALISTA” (J. M. Keynes, La
    théorie générale de l’emploi, cit., p.
    174). (19) (maiúsculo nosso)

    No fragmento de texto acima
    encontramos escrito que a escolha em
    favor dos fundos de pensão “[...] foi e é
    mais do que nunca uma escolha política,
    escolha em favor dos mercados
    financeiros, cujas conseqüências, hoje,
    são conhecidas”. Assim, pensamos que
    tentar descobrir quais são estas
    conseqüências deve ser o próximo passo
    do presente trabalho. Neste sentido,
    parece-nos oportuno à leitura dos
    seguintes fragmentos de texto
    encontrados na literatura técnica:

    1. [...] En conséquence, il faut
    interpréter la liquidité financière,
    non pas comme étant au service
    de la production, mais comme
    constituant une transgression de
    l’économie productive,
    transgression conçue dans
    L'INTÉRÊT DES
    ACTIONNAIRES. (28) (maiúsculo
    nosso)

    Traduzindo:

     Conseqüentemente, a liquidez
    financeira deve ser interpretada,
    não como estando a serviço da
    produção, mas como constituindo
    uma transgressão da economia
    produtiva, uma transgressão
    concebida no INTERESSE DOS
    ACIONISTAS. (28)

    2. [...] En conséquence, il faut
    interpréter la liquidité financière,
    non pas comme étant au service
    de la production, mais comme
    constituant, PAR SA NATURE
    MÊME, une transgression de
    l’économie productive,
    transgression conçue dans
    L’INTÉRÊT DES
    DÉTENTEURS DE TITRES. (18)
    (maiúsculo nosso)

    Traduzindo:

     [...] Conseqüentemente, a liquidez
    financeira deve ser interpretada,
    não como estando ao serviço da
    produção, mas como constituindo
    PELA SUA PRÓPRIA
    NATUREZA, uma transgressão
    da economia produtiva,
    transgressão concebida no
    INTERESSE DOS
    DETENTORES DOS TÍTULOS.
    (18) (maiúsculo nosso)

    3. [...] Tampouco prospera a idéia
    de que a propriedade das empresas
    é entregue aos trabalhadores por
    intermédio dos fundos de pensão.
    Há aqui um equívoco conceitual
    entre propriedade formal e real,
    pois não é denominação jurídica
    da titularidade que efetivamente
    evidencia o conteúdo da
    propriedade. Independente da
    mesma, o que define a
    propriedade é o poder de alocação
    e, principalmente, o destino das
    riquezas produzidas que, cada vez
    mais, se concentram em poucas
    mãos. (9)

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  9. TEXTO I.2

    Os dois primeiros fragmentos de texto,
    acima mencionados, foram retirados de
    duas obras do economista francês André
    Orléan. O primeiro fragmento de texto
    (28) consta de obra que teve sua
    divulgação inicial no ano de 2004, ao
    passo que o segundo fragmento de texto
    (18) teve sua primeira impressão no ano
    de 2011. As diferenças entre os dois
    fragmentos de texto estão nas expressões
    em maiúsculo. Assim, no primeiro
    fragmento de texto (28) encontramos em
    maiúsculo a expressão "INTERESSE
    DOS ACIONISTAS"; por outro lado, no
    segundo fragmento de texto (18) temos
    em maiúsculo a expressão "INTERESSE
    DOS DETENTORES DOS TÍTULOS".
    Tal distinção entre os dois fragmentos de
    texto evidencia a evolução do
    pensamento do economista francês
    André Orléan de 2004 (28) para 2011. (18)

    Em outros termos, tal transgressão
    inicialmente concebida como de
    “INTERESSE DOS ACIONISTAS”
    (2004), passa alguns anos depois a ser
    concebida no “INTERESSE DOS
    DETENTORES DE AÇÕES” (2011).
    Neste sentido, o terceiro fragmento de
    texto (9), disponibilizado ao público em
    2009, está em sintonia com a
    interpretação encontrada no segundo
    fragmento de texto: “INTERESSE DOS
    DETENTORES DE AÇÕES”.

    Prosseguindo em nossa abordagem a
    figura dos “detentores dos títulos”,
    acima mencionada, é conhecida
    igualmente pelo nome de “agentes”.
    Entretanto, nos fundos de pensão os
    “agentes” são também conhecidos por
    meio da expressão “proprietários
    MATERIAIS da poupança concentrada
    coletiva”, doravante “pMdpcc”. Por
    outro lado, cabe-nos aqui observar que
    nos fundos de pensão são figuras
    distintas os “detentores dos títulos” e os
    “acionistas”. Assim, nos fundos de
    pensão os “detentores dos títulos” são os
    executivos do fundo de pensão, pois a
    esses é concedida à alocação dos
    recursos; por outro lado, os “acionistas”
    são os associados do fundo (ativos,
    aposentados e pensionistas). Neste
    sentido, encontramos no item anterior o
    seguinte fragmento de texto:

    [...] Por que os títulos de Petrobras e
    Vale, além de ter tido valorização
    extravagante, valorizaram “12”
    (doze) vezes mais que os demais
    títulos da composição do índice
    Ibovespa no período de “1” de 1991 à
    “8” de maio de 2006?

    - A resposta simples e inequívoca é
    porque tais valorizações
    extravagantes permitem a certos
    “agentes” transferir riquezas para si
    próprios. [...]

    Parece-nos oportuno aqui recordarmos
    algo que observamos na primeira
    hipótese. Assim, naquela parte do
    trabalho sustentamos que os
    extravagantes preços alcançados pelos
    títulos de “grande liquidez” eram fruto
    exclusivo de dois ingredientes: de uma
    “liquidez continuada” e dos “interesses
    dos agentes”.

    Igualmente, parece-nos oportuno
    retornarmos à leitura do seguinte
    fragmento de texto encontrado no item
    anterior:

    [...] O retorno ao real nos devolve,
    em última instância, a exploração dos
    trabalhadores, que é o verdadeiro
    “fundamento” da Bolsa. (22)

    Após a leitura dos fragmentos de texto
    acima iremos fazer mais uma
    sustentação: os extravagantes preços
    alcançados pelos títulos de “grande
    liquidez” passam a ser agora o fruto de
    três ingredientes. Assim, além da
    “liquidez continuada” e do “interesse
    dos agentes”, conforme na primeira
    hipótese sustentamos, um terceiro
    ingrediente deve ser adicionado à
    mistura: “a exploração dos
    trabalhadores”. Entretanto, os
    trabalhadores quando associados de um
    fundo de pensão são conhecidos por
    meio da expressão: “proprietários
    FORMAIS da poupança concentrada
    coletiva”, doravante “pFdpcc”. Em
    síntese, a seguir iremos sustentar que as
    extravagantes valorizações alcançadas
    pelos títulos de “grande liquidez”, tais
    como àquelas que vimos na Tabela “1”,
    são o fruto agora de três ingredientes: de
    uma “liquidez continuada”, do “interesse
    dos pMdpcc” e da “exploração dos
    trabalhadores”. Neste sentido, parecenos
    oportuno aqui recordarmos algo que
    sustentamos no item anterior: [...] os
    títulos de “grande liquidez” são apenas
    os veículos concebidos com o intuito de
    converter “liquidez subordinada”
    (“ações”) em “liquidez principal”
    (”dinheiro”).

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  10. TEXTO I.3.

    Em apertada síntese, o mercado dos
    títulos de “grande liquidez” listados na
    hodierna Bolsa de Valores brasileira
    pode ser equiparado a uma pirâmide
    financeira, conceito apresentado na
    primeira hipótese. Neste sentido, iremos
    demonstrar de forma profunda na
    terceira hipótese que o mercado dos
    títulos de “grande liquidez” listados na
    Bolsa de Valores brasileira se equipara a
    uma pirâmide financeira. Entretanto,
    antecipadamente devemos nos lembrar
    de algo que é do conhecimento comum:
    “[...] toda pirâmide financeira tem um
    tempo de vida limitado.”

    Neste ponto de nossa tratativa parecenos
    oportuno fazer uma pausa para
    fazermos uma pergunta importante: por
    que o “retorno ao real” nos conduz ao
    verdadeiro “fundamento” da Bolsa: a
    exploração dos trabalhadores?

    - Entre várias causas, a primordial
    parece ser porque a “manutenção em
    carteira” dos títulos bursateis de “grande
    liquidez” pelos fundos de pensão de
    forma quase que permanente é de
    interesse único e exclusivo de dois tipos
    de atores: dos “pMdpcc” e de
    “determinado capital financeiro”, como
    a seguir veremos. Neste sentido, “o que
    define a propriedade é o poder de
    alocação”, como antes vimos. Logo,
    quanto maior for o tempo de alocação
    das ações de “grande liquidez” pelos
    “pMdpcc”, mais riquezas são
    transferidas para tais “agentes”, como
    inicialmente sustentamos na primeira
    hipótese. Em outros termos, a
    “manutenção em carteira” dos títulos de
    “grande liquidez” pelos fundos de
    pensão de forma quase que permanente é
    um forte indício de que o verdadeiro
    “fundamento” da Bolsa é a exploração
    dos trabalhadores. Neste sentido, a
    literatura técnica sustenta que são
    divergentes os interesses dos “pMdpcc”
    (executivos dos fundos de pensão) e dos
    “pFdpcc” (associados dos fundos de
    pensão), conforme adiante veremos.
    Conseqüentemente, o fundo de pensão é
    uma indústria ineficiente. Voltaremos ao
    tema na terceira hipótese.

    Na primeira hipótese tivemos a
    oportunidade de discorrer sobre a
    “liquidez continuada” e sobre o que seria
    o “interesse dos agentes”. Conhecermos
    um pouco mais sobre a “assimetria de
    informação” e sobre a “exploração dos
    trabalhadores” deve ser o próximo passo
    do presente trabalho. Neste sentido,
    pensamos ser oportuno conhecermos um
    pouco sobre o funcionamento dos
    “fundos de pensão”. Por seu turno, tal
    conhecimento vai nos permitir termos
    uma idéia do que seria o interesse dos
    “pMdpcc” e do que seria a percepção
    relativa dos “pFdpcc”. Assim,
    encontramos na literatura técnica os
    seguintes fragmentos de texto:

     As principais dificuldades no
    tocante à administração dos
    fundos de pensão relacionam-se à
    separação entre propriedade e
    gestão, assimetria de informação e
    divergência de objetivos entre o
    principal* e o agente**, tendo
    como conseqüência os chamados
    “problemas de agência”. (21)

    * proprietários FORMAIS da
    poupança concentrada coletiva
    (“pFdpcc”)

    ** proprietários MATERIAIS da
    poupança concentrada coletiva
    (“pMdpcc”)

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  11. TEXTO I.4.

     Essa assimetria de informações
    torna a gestão de ativos dos
    fundos de pensão uma
    “INDÚSTRIA INEFICIENTE”,
    pois os donos finais dos ativos
    (“principais”) não dispõem de
    suficiente informação sobre as
    atrocidades que são cometidas em
    seus nomes, tanto que a gestão de
    ativos é considerada pelos experts
    o calcanhar-de-aquiles do sistema
    de fundos de pensão (maiúsculo
    nosso). (21)

     [...] O contubérnio entre agentes
    poderosos, controladores da
    riqueza alheia, sobrevive à custa
    da ignorância dos investidores de
    menor porte que estão obrigados a
    “comprar” como boas às
    informações e avaliações de um
    grupo de administradores dotados
    de grande influência sobre a
    “opinião dos mercados”. Eles
    podem manter, exacerbar ou
    inverter tendências; podem, até
    mesmo, inventar “novidades”,
    manipular preços de ativos e
    engabelar a clientela. (19)

    Igualmente, pensamos ser oportuno a
    leitura da seguinte assertiva de autoria
    do grande investidor norte-americano,
    Warren Buffett:

     Pension fund managers continue
    to make investment decisions with
    their eyes firmly fixed on the rearview
    mirror. This general fightthe-
    last-war approach has proven
    costly in the past and will likely
    prove equally costly this time
    around. (24)

    Traduzindo:

     Os gestores dos fundos de pensão
    continuam a tomar suas decisões
    de investimentos com os olhos
    firmemente voltados para o
    espelho retrovisor. Este enfoque
    geral de-lutar-a-última-guerra
    provou ser dispendioso no
    passado e provavelmente se
    tornará igualmente dispendioso
    nos tempos atuais. (24)

    Para nos permitir avançar um pouco
    mais no conhecimento do que seria a
    “assimetria de informação”, acreditamos
    ser oportuno aqui fazermos uma
    comparação entre duas distintas opiniões
    técnicas. Neste sentido, iremos comparar
    as opiniões técnicas relacionadas ao
    surgimento dos preços bursateis e/ou da
    tendência, formuladas respectivamente,
    por dois distintos autores (Chancellor e
    Hilferding), conforme se segue:

     Na visão da teoria econômica
    clássica, as oscilações de preço das
    ações se dão como resultado da
    atuação da mão invisível na busca da
    eficiência do mercado. Seus preços,
    portanto, apenas refletem os valores
    que lhe são intrínsecos
    (CHANCELLOR, 2000). Parece,
    contudo, que outras mãos também
    atuam nesse mercado. (9)

     A percepção relativa é importante
    fator na especulação para se
    compensar mutuamente lucros e
    prejuízos. Estes são destinados, em
    regra, ao grande público, que

    [...] NADA SABE (sabe amiúde
    genericamente, mas, em todo caso,
    nada especificamente), acompanha
    os sintomas externos, a tendência e
    a corrente geral do mercado. MAS
    ESSA TENDÊNCIA PODE SER
    PROVOCADA E, COM EFEITO,
    É PROVOCADA PELOS
    GRANDES ESPECULADORES
    (maiúsculo nosso) [...]
    (HILFERDING, 1985, p. 142).
    Nesse jogo os mercados,
    aparentemente, tornam-se
    autônomos e a dominação
    financeira permite crer que ela se
    dá sem a intermediação do processo
    de produção, solidificando o
    extremo fetichismo do dinheiro. (9)

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  12. TEXTO I.5.

    Assim, aqui nos parece oportuno
    questionar: qual das duas hipóteses,
    acima mencionadas, – àquela atribuída à
    Chancellor, ou àquela sustentada por
    Hilferding – estaria mais próxima da
    realidade?

    - A nosso ver, com certeza a assertiva
    atribuída à Hilferding é aquela mais
    próxima da realidade. Assim, frente às
    evidências relacionadas à “assimetria de
    informação” e/ou “percepção relativa”
    somos levados a adicionar à mistura
    antes comentada um quarto componente:
    a “assimetria de informação”.

    Neste sentido, parece-nos oportuno
    recordarmos o seguinte fragmento de
    texto encontrado no item anterior:

    [...] Assim, não nos parece
    equivocado sustentarmos que os
    títulos de “grande liquidez” são
    apenas os veículos concebidos com o
    intuito de converter “liquidez
    subordinada” (“ações”) em “liquidez
    principal” (”dinheiro”). [...] Em
    outros termos, não nos parece
    equivocado sustentarmos que os
    títulos de “grande liquidez” são
    simples veículos concebidos com o
    intuito de transferir riquezas.

    Entretanto, devido à “percepção
    relativa” e/ou “assimetria de
    informação” tal constatação não é
    compreendida de forma satisfatória pela
    maioria dos participantes do mercado.

    Prosseguindo em nossa abordagem,
    iremos sustentar que existe certo
    relacionamento entre as extravagantes
    valorizações alcançadas pelos títulos de
    “grande liquidez”, listados na Bolsa
    brasileira, e a conseqüente reversão
    bursatil. Em outros termos, tal “reversão
    bursatil”, se equipara ao surgimento de
    uma “TIBBB”. A leitura do seguinte
    fragmento de texto encontrado na
    literatura técnica vai nos possibilitar a
    seguir fazer certa analogia:

    [...] La finance fait donc
    commerce de promesses. Est-il
    assuré que ces promesses de
    revenus futurs ne sont pas
    excessives par rapport à ce que
    sera réellement la richesse
    future ? Si c'était le cas, un «
    mistigri », telle la mauvaise
    carte du jeu du même nom,
    circulerait en permanence dans
    la sphère financière. Ce
    mistigri, ce sont les promesses
    de revenus futurs dont il est
    certain qu'elles ne pourront être
    honorées. MAIS, BIEN SÛR,
    SAUF À L'ÉCHÉANCE,
    PERSONNE NE SAIT QUI
    LE DÉTIENT. Il existe, il
    circule, mais chacun espère
    qu'il finira entre les mains d'un
    autre. [...] En créant des droits
    en excès sur la richesse future,
    la finance serait alors une
    cause permanente de conflits
    de répartition, éventuellement
    violents. Elle engendrerait et
    ferait circuler précarité et
    angoisse. (34) (maiúsculo nosso)

    Traduzindo:

    [...] A finança é, portanto, um
    comércio de promessas. É
    assegurado que essas
    promessas de rendimentos
    futuros não são excessivas em
    relação ao que realmente será a
    riqueza futura? Se esse foi o
    caso, um “mico”, como a carta
    ruim do jogo do mesmo nome,
    circularia permanentemente na
    esfera financeira. Este “mico”
    é a promessa de rendimentos
    futuros, que certamente não
    poderão ser honrados. MAS, É
    CLARO, EXCETO NO
    VENCIMENTO, NINGUÉM
    SABE QUEM SERÁ O
    DONO. Ele existe, ele circula,
    mas cada um espera que ele
    acabe nas mãos de outro. [...]
    Ao criar direitos de riqueza
    futura em excesso, as finanças,
    então, seriam uma causa
    permanente de conflitos
    distributivos, possivelmente
    violentos. (34) (maiúsculo nosso)

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  13. TEXTO I.6.

    Em síntese, podemos equiparar parte do
    fragmento de texto acima a certa
    situação encontrada na Bolsa de Valores
    brasileira. Assim, essas “promessas de
    rendimentos futuros excessivas”, acima
    mencionadas, podem ser equiparadas às
    extravagantes valorizações alcançadas
    pelos títulos de “grande liquidez”
    listados na Bolsa de Valores brasileira,
    como àquelas que vimos na Tabela “1”.
    Entretanto, iremos sustentar que
    contrariamente ao acima escrito, é
    possível saber antes do vencimento
    quem serão os donos finais destas
    “promessas de rendimentos excessivas”.
    Assim, iremos demonstrar que os
    principais detentores finais dos títulos de
    “grande liquidez” (“títulos sem
    substância”), serão os fundos de pensão,
    pois esses se equiparam a uma “indústria
    ineficiente”, como antes vimos. Neste
    sentido, em primeiro lugar, em trabalho
    disponibilizado na Internet em 2006 (21)
    encontramos o seguinte fragmento de
    texto:

    [...] Assim, a cada ano, alargase
    a brecha entre o que se deve
    pagar aos aposentados e
    pensionistas e o valor dos
    investimentos dos fundos de
    pensão.

    Não obstante, como esses
    efeitos “a menor” só serão
    percebidos diretamente em
    futuro estimado em dez anos,
    dadas às peculiaridades
    demográficas dos grupos de
    associados, a elasticidade pode
    ser “absorvida” pelos atuais
    dirigentes. Nessa estratégia de
    “passar o mico para frente”, só
    naquele momento é que irão
    efetivamente faltar recursos
    para pagar as aposentadorias.

    Como conseqüência das
    observações mencionadas,
    existe o risco de que alguns
    proprietários formais da
    poupança concentrada venham
    a receber pouco ou nada depois
    de se aposentarem, pois o
    regime de fundos de pensão
    demonstrou ser um regime de
    confisco salarial em benefício
    de “determinado” capital
    financeiro. (21)

    Em segundo lugar, mas não menos
    importante, sustentamos por meio de
    análises gráficas e de demonstrações de
    relações matemáticas aberrantes ao
    longo do tempo, respectivamente, na
    primeira hipótese e no primeiro item
    desta segunda hipótese, que os
    extravagantes preços alcançados pelos
    títulos de “grande liquidez” listados na
    Bolsa de Valores brasileira são o fruto
    exclusivo de uma pirâmide financeira
    planejada. (Conclusão “1”)

    Ademais, iremos demonstrar na terceira
    hipótese que tais extravagantes preços
    têm um tempo de vida limitado. Em
    síntese, o hodierno capitalismo bursatil
    brasileiro tem um tempo de vida
    limitado. Em outros termos, podemos
    dizer que esse é um indício de que está
    em curso uma “TIBBB”. Assim, o
    hodierno capitalismo bursátil brasileiro é
    uma espécie do gênero conspiração.
    (Conclusão “2”)

    Por fim, mas não menos importante,
    iremos demonstrar igualmente na
    terceira hipótese que atualmente
    (Setembro / 2019) o “valor” dos títulos
    de “grande liquidez, listados na Bolsa de
    Valores brasileira é um número próximo
    de zero, ou mesmo zero. (Conclusão
    “3”)

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  14. TEXTO I.7.

    Assim, frente às três conclusões, acima
    mencionadas, quer nos parecer que
    “manter em carteira de forma
    permanente” títulos de “grande liquidez”
    listados na Bolsa de Valores brasileira se
    equipara a transferir riquezas. Em outros
    termos, “manter em carteira” títulos de
    “grande liquidez” de forma permanente
    se equipara a transferir riquezas, pois os
    extravagantes preços alcançados por tais
    títulos são o fruto de manipulações
    (Conclusão “1”), têm um tempo de vida
    limitado (Conclusão “2”) e podem ter
    como “valor” zero atualmente (Setembro
    de 2019). (Conclusão “3”)

    Frente a tais conclusões, não nos parece
    equivocado sustentarmos que a
    “poupança concentrada coletiva” é uma
    indústria ineficiente. (21) Em outros
    termos, o fundo de pensão não é uma
    instituição eficaz, pois não faz as coisas
    certas. Portanto, o fundo de pensão não é
    fim; é meio! Logo, não nos parece
    exagerado começar a pensar na extinção
    de tal instituição social.

    Entretanto, no hodierno capitalismo
    bursátil brasileiro os que transferem
    riquezas não se limita apenas aos
    “trabalhadores”; igualmente, os
    pequenos investidores transferem
    riquezas, por meio da centralização,
    como a seguir veremos.

    Em síntese, a hipótese de transferência
    de renda, que estamos sustentando é
    materializada entre outros meios injustos
    também por meio de um misto dos
    fenômenos de concentração financeira e
    de centralização financeira, conforme a
    leitura dos seguintes fragmentos de texto
    encontrados na literatura técnica nos
    permite compreender:

    Na história do capital, a expropriação
    dos meios de produção permitiu que
    se desse curso ao processo de
    subsunção real do trabalho, isto é, a
    subordinação do processo de trabalho
    ao capital, permitindo a criação de
    valor por intermédio da exploração
    da força de trabalho. À medida que o
    capitalismo avançou, o movimento
    da concorrência intercapitalista
    operou um processo de concentração
    e centralização* do capital que,
    conjuntamente a outras mudanças de
    natureza sociopolítica, deu
    surgimento à indústria moderna
    (PAULO NETTO; BRAZ, 2006). (9)

    *Pinto (1997) assevera que há na
    doutrina uma grande confusão entre
    esses dois termos que devem ser
    entendidos como movimentos
    separados. Apresenta a concentração
    de capitais como um aumento da
    composição orgânica do capital e a
    centralização como uma
    expropriação dos capitais
    individuais por outros capitalistas,
    de modo que poderia haver a
    ocorrência desse processo sem
    aquele, em que pese ao fato de não
    ser uma prática comum. (9) (negrito
    nosso)

    Levando em consideração todos esses
    indícios antes mencionados, não nos
    parece equivocado concluirmos que os
    “principais” (“pFdpcc”), na atualidade
    podem estar desempenhando o “papel”
    atribuído ao “público” por Jesse
    Livermore, mencionado no item
    anterior: “[...] tirar as ações de sua mão
    mais tarde [...] quando a ação está alta
    demais”. (10) Neste sentido, os “pFdpcc”
    são apenas os proprietários da
    “poupança concentrada coletiva” do
    ponto de vista jurídico. Entretanto, o que
    define a propriedade é o poder de
    alocação, como antes vimos. E o poder
    de alocação pertence aos “agentes”
    (“pMdpcc”), como igualmente antes
    vimos. Em apertada síntese, como antes
    vimos, o verdadeiro “fundamento” da
    Bolsa é exploração dos trabalhadores.

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  15. TEXTO I.8.

    Desse modo, quer nos parecer que a
    fagulha inicial da idéia que levou ao
    surgimento da “transferência de
    riquezas”, hipótese que estamos
    sustentando na presente hipótese,
    remonta pelo menos, aos idos da década
    de 1920, época em que a citada obra de
    autoria de Jesse Livermore (10) foi
    originalmente impressa (1923).

    Em resumo, parece-nos que a idéia
    principal dos “pMdpcc” seria elevar e,
    posteriormente, sustentar as cotações das
    ações em patamares nominalmente os
    mais elevados possíveis, por um tempo
    suficientemente prolongado, como
    veremos na terceira hipótese. Em outros
    termos, o objetivo dos “pMdpcc” seria
    manter as ações em seus níveis nominais
    os mais elevados possíveis por um
    tempo bem longo, entretanto ainda de
    forma necessariamente passageira. (30)
    Dessa maneira, os títulos de “grande
    liquidez” poderiam ser devidamente
    acumulados e, posteriormente
    distribuídos para os “principais”
    (“pFdpcc”), materializando assim a
    hipótese de transferência de riquezas,
    que estamos sustentando nesta segunda
    hipótese. Em apertada síntese, o
    fenômeno acima mencionado, se
    equipara àquele conhecido por
    “pirâmides financeiras”, conforme
    iremos sustentar na terceira hipótese.

    Em outros termos, os “agentes”
    (“pMdpcc”) adquirem para os
    “principais” (pFdpcc”), títulos sem
    substância cujos preços estão geralmente
    deformados, como vimos no item
    anterior. Ademais, os “agentes” tendem
    a “manter na carteira” dos “principais”
    tais títulos de forma permanente, como
    igualmente antes vimos. Desse modo,
    por meio de tal tipo de estratégia
    inicialmente os “agentes” trocam um
    título real (“liquidez principal”) por um
    título sem substância (“liquidez
    subordinada”). Em segundo lugar, os
    “agentes” ao manterem em carteira dos
    “principais” tais títulos sem substância
    de forma quase que permanente
    completam a transferência de riquezas
    para “determinado capital financeiro” e
    para si próprios. Ademais, desse modo a
    assimetria de informação abre espaço
    para informações oportunistas, pois
    pressupõe que os “agentes” podem
    utilizar as informações em seu benefício
    próprio, pois como antes vimos o que
    define a propriedade é o poder de
    alocação. Não por acaso, a literatura
    técnica sustenta que os donos finais dos
    ativos (títulos de “grande liquidez”) são
    os principais. (21)

    Assim, resta como alternativa a
    observação dos resultados alcançados
    pelo agente. (54) Entretanto, iremos
    demonstrar na terceira hipótese que o
    “valor” atual (Setembro /2019) dos
    títulos de “grande liquidez” listados na
    Bolsa de Valores brasileira
    provavelmente é zero. Em síntese, por
    meio da estratégia acima mencionada
    você consegue transferir riquezas. Neste
    sentido, antes vimos o seguinte
    fragmento de texto:

    [...] O retorno ao real nos devolve,
    em última instância, a exploração dos
    trabalhadores, que é o verdadeiro
    “fundamento” da Bolsa. (22)

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  16. TEXTO L.1.

    (1) [...] Entretanto, não nos parece
    equivocado sustentarmos que frente às
    extravagantes valorizações obtidas por
    determinados títulos bursateis no longo
    prazo, exsurge um fator de
    conhecimento objetivo do futuro. Em
    outros termos, o futuro passa a ser
    probabilizável.

    (2) [...]Por que os títulos de Petrobras e
    Vale, além de ter tido valorização
    extravagante, valorizaram “12” (doze)
    vezes mais que os demais títulos da
    composição do índice Ibovespa no
    período de “1” de 1991 à “8” de maio de
    2006?

    - A resposta simples e inequívoca é
    porque tais valorizações extravagantes
    permitem a certos “agentes” transferir
    riquezas para si próprios, como veremos
    no discorrer da presente hipótese.

    (3) [...]Em resumo, no presente item
    registramos que os títulos de Vale e
    Petrobras tiveram valorização que
    ultrapassou em 12 (doze) vezes o
    conjunto da valorização média dos
    demais títulos da composição do índice
    Ibovespa, num período de pelo menos
    16 (dezesseis) anos. Ademais, tal
    valorização foi extravagante, como
    igualmente antes vimos. Entretanto, tal
    valorização extravagante tem sido o
    germe de uma “Tendência Irreversível
    de Baixa da Bolsa Brasileira”, doravante
    “TIBBB”, como iremos sustentar ao
    longo do presente trabalho. Logo, quem
    “mantém em carteira” de forma
    permanente títulos de “grande liquidez”
    está transferindo riquezas para
    determinados “agentes”, como iremos
    sustentar nesta segunda hipótese, bem
    como na terceira hipótese.

    (4) [...] Em outros termos, fica patente
    que as ações no hodierno capitalismo
    bursatil nitidamente têm “preço” e
    “valor” distintos. Neste sentido,
    podemos ver na Tabela “1” que os
    títulos de Petrobras e Vale tiveram
    valorizações extravagantes, o que
    contraria a “lei do valor”, como vimos.

    (5) [...] Na tentativa de demonstrar que
    as ações de “eToys” tinham “preço” e
    “valor” distintos selecionamos duas
    assertivas do fragmento de texto acima,
    respectivamente, conforme se segue:

     [...] Apesar destes dados, no
    final de 1999, eToys foi
    avaliada na Bolsa de Valores
    em 1/3 a mais do que a gigante
    de brinquedos dos EUA!

     [...] Os anos seguintes
    provaram que ambos esses dois
    julgamentos eram igualmente
    errôneos. eToys declarou
    falência em março de 2001,
    com suas ações valendo apenas
    alguns centavos, ao passo que
    Toys “R” Us firmou parceria
    com a Amazon para
    desenvolver com sucesso seu
    negócio online.

    O primeiro fragmento de texto, acima
    mencionado, iremos classificar como
    sendo representativo do “preço”. Neste
    sentido, pensamos que a inteligência de
    tal fragmento de texto se equipara a
    inteligência dos seguintes fragmentos de
    texto encontrados no início do presente
    item:

     [...] os ativos crescem sem
    qualquer conexão física com a
    economia real e a diferença
    pode tornar-se
    POTENCIALMENTE
    INFINITA. (45)

     [...] Não há sentido em
    AUMENTAR OS PREÇOS
    DAS AÇÕES A UM NÍVEL
    MUITO ALTO SE VOCÊ
    NÃO PODE INDUZIR O
    PÚBLICO A TIRAR AS
    AÇÕES DE SUA MÃO MAIS
    TARDE. Na realidade, o único
    momento em que um vendedor
    pode ganhar dinheiro grande
    vendendo uma ação é quando a
    ação está alta demais.
    Por outro lado, pensamos que o segundo
    fragmento de texto, antes mencionado,
    se ajusta ao conceito de “valor”. Neste
    sentido, tal fragmento de texto se
    equipara ao seguinte fragmento de texto
    encontrado na literatura técnica:

    “Price is what you pay. Value
    is what you get!” (24)

    Traduzindo:

    “Preço é o que você paga;
    valor é o que você obtém!” (24)

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  17. TEXTO L.2.

    (6) No item anterior colamos certo
    fragmento de texto encontrado na
    literatura técnica:

    “[...] INDUZIR O PÚBLICO
    A TIRAR AS AÇÕES DE
    SUA MÃO MAIS TARDE [...]
    QUANDO A AÇÃO ESTÁ
    ALTA DEMAIS”. (10)

    No presente item iremos demonstrar que
    tal desafio foi alcançado, embora de
    forma necessariamente passageira, por
    meio do extraordinário incentivo
    concedido à “poupança concentrada
    coletiva” *, após 1979 / 1980, mormente
    nos últimos trinta anos.

    * Fundos de pensão e fundos de mútuo

    (7) [...] No fragmento de texto acima
    encontramos escrito que a escolha em
    favor dos fundos de pensão “[...] foi e é
    mais do que nunca uma escolha política,
    escolha em favor dos mercados
    financeiros, cujas conseqüências, hoje,
    são conhecidas”. Assim, pensamos que
    tentar descobrir quais são estas
    conseqüências deve ser o próximo passo
    do presente trabalho.

    (8) [...]Em outros termos, tal
    transgressão inicialmente concebida
    como de “INTERESSE DOS
    ACIONISTAS” (2004), passa alguns
    anos depois a ser concebida como no
    “INTERESSE DOS DETENTORES DE
    AÇÕES” (2011). Neste sentido, o
    terceiro fragmento de texto (9),disponibilizado
    ao público em 2009, está em sintonia com a
    interpretação encontrada no segundo fragmento de texto:
    “INTERESSE DOS DETENTORES DE AÇÕES”.

    (9) [...] Neste sentido, parece-nos
    oportuno aqui recordarmos algo que
    sustentamos no item anterior: [...] os
    títulos de “grande liquidez” são apenas
    os veículos concebidos com o intuito de
    converter “liquidez subordinada”
    (“ações”) em “liquidez principal”
    (”dinheiro”).

    (10) [...]Em outros termos, o mercado
    dos títulos de “grande liquidez” listados
    na hodierna Bolsa de Valores brasileira
    pode ser equiparado a uma pirâmide
    financeira, conceito apresentado na
    primeira hipótese. Neste sentido, iremos
    demonstrar de forma profunda na
    terceira hipótese que o mercado dos
    títulos de “grande liquidez” listados na
    Bolsa de Valores brasileira se equipara a
    uma pirâmide financeira planejada.
    Entretanto, antecipadamente devemos
    nos lembrar de algo que é do
    conhecimento comum: toda pirâmide
    financeira tem um tempo de vida
    limitado.

    (11) [...] - A nosso ver, com certeza a
    assertiva atribuída à Hilferding é aquela
    mais próxima da realidade. Assim,
    frente às evidências relacionadas à
    “assimetria de informação” e/ou
    “percepção relativa” somos levados a
    adicionar à mistura antes comentada um
    quarto componente: a “assimetria de
    informação”.

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  18. TEXTO L.3.

    (12) [...] Prosseguindo em nossa
    abordagem, iremos sustentar que
    existe certo relacionamento entre as
    extravagantes valorizações
    alcançadas pelos títulos de “grande
    liquidez”, listados na Bolsa brasileira,
    e a conseqüente reversão bursatil. Em
    outros termos, tal “reversão bursatil”,
    se equipara ao surgimento de uma
    “TIBBB”.

    (13) [...] Em síntese, podemos
    equiparar parte do fragmento de texto
    acima a certa situação encontrada na
    Bolsa de Valores brasileira. Assim,
    essas “promessas de rendimentos
    futuros excessivos”, acima
    mencionadas, podem ser equiparadas
    às extravagantes valorizações
    alcançadas pelos títulos de “grande
    liquidez” listados na Bolsa de
    Valores brasileira, como àquelas que
    vimos na Tabela “1”.

    (14) [...] Em outros termos, “manter em
    carteira” títulos de “grande liquidez” de
    forma permanente se equipara a
    transferir riquezas, pois os extravagantes
    preços alcançados por tais títulos são o
    fruto de manipulações (Conclusão “1”),
    têm um tempo de vida limitado
    (Conclusão “2”) e podem ter como
    “valor” zero atualmente (Setembro de
    2019). (Conclusão “3”)

    (15) [...] Em resumo, parece-nos que a
    idéia principal dos “pMdpcc” seria
    elevar e, posteriormente, sustentar as
    cotações das ações em patamares
    nominalmente os mais elevados
    possíveis, por um tempo suficientemente
    prolongado, como veremos na terceira
    hipótese. Em outros termos, o objetivo
    dos “pMdpcc” seria manter as ações em
    seus níveis nominais os mais elevados
    possíveis por um tempo bem longo,
    entretanto ainda de forma
    necessariamente passageira. (30) Dessa
    maneira, os títulos de “grande liquidez”
    poderiam ser devidamente acumulados
    e, posteriormente distribuídos para os
    “principais” (“pFdpcc”), materializando
    assim a hipótese de transferência de
    riquezas, que estamos sustentando nesta
    segunda hipótese. Em apertada síntese, o
    fenômeno acima mencionado, se
    equipara àquele conhecido por
    “pirâmides financeiras”, conforme
    iremos sustentar na terceira hipótese.

    (16) [...] Assim, resta como alternativa a
    observação dos resultados alcançados
    pelo agente. (54) Entretanto, iremos
    demonstrar na terceira hipótese que o
    “valor” atual (Setembro /2019) dos
    títulos de “grande liquidez” listados na
    Bolsa de Valores brasileira
    provavelmente é zero. Em síntese, por
    meio da estratégia acima mencionada
    você consegue transferir riquezas. Neste
    sentido, antes vimos o seguinte
    fragmento de texto:

    [...] O retorno ao real nos devolve,
    em última instância, a exploração dos
    trabalhadores, que é o verdadeiro
    “fundamento” da Bolsa. (22)

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