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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

CATÓLICOS: TIREM O PT DOS ALTARES

    A podridão em certa cúpula da Igreja Católica, dentre as mais conhecidas a CNBB e certos cardeais paulistas, precisa ser expulsa do seio da nossa amada Igreja.
EM SÃO PAULO, HÁ UMA CAMPANHA NAS RUAS, COM OUTDOORS, PARA TIRAR O PT DO ALTAR.

    Dom Odilo Scherer, que não veste as sandálias de Francisco de Assis, tentou esconder a vergonha que aconteceu em 30.09.2019 dentro da Catedral da Sé, em São Paulo. Está na hora de expulsarmos os vendilhões do templo!

BERNARDO KUSTER, FAMOSO YOUTUBER E CATÓLICO CONVICTO FALA A RESPEITO DESSE TRISTE EPISÓDIO.

18 comentários:

Fernando Lamas disse...

Saudações fraternais a todos.

"CALMA"
Caro Professor Ari, já tornou-se tradição encontros de líderes religiosos variados, em templos católicos. São João Paulo II os realizou. A Catedral Metropolitana de São Paulo é espaço usado identicamente, há anos. São situações especiais, evidentemente, NÃO CELEBRATIVAS que, apenas, mostram os líderes "de mãos dadas", num exemplo de elevada significância, para uma sociedade, crescentemente, exclusivista, violentamente competitiva, onde o diálogo perde espaço. Foi um encontro, repito, sim, de religiosos, porém, não celebrativo. De resto, a Igreja está lúcida e prevenida, para não deixar-se instrumentalizar, por quaisquer interesses. O Evangelho, somente, interessa à Igreja. "Calma", como disse o Cardeal Scherer. Grato e segue um PAZ E BEM!

Trader anônimo disse...

TEXTO G.1.

SEGUNDA HIPÓTESE: O HODIERNO CAPITALISMO BURSÁTIL É UMA CONSPIRAÇÃO CUJO PRINCIPAL OBJETIVO É TRANSFERIR RIQUEZAS

II.1.Primeiros indícios de que o único objetivo do hodierno
capitalismo bursátil é a transferência de riquezas:
o surgimento de extravagantes cotações durante
longos períodos de tempo

Na literatura técnica encontramos o
seguinte fragmento de texto:

[...] Na ausência de um
conhecimento objetivo do
futuro, as expectativas só
podem ser subjetivas: cada
operador constrói a sua
própria visão do futuro. (7)
(negrito nosso)

Entretanto, não nos parece equivocado
sustentarmos que frente às extravagantes
valorizações obtidas por determinados
títulos bursateis no longo prazo, exsurge
um fator de conhecimento objetivo do
futuro. Em outros termos, o futuro passa
a ser probalizável.

No sentido acima, encontramos na
literatura técnica o seguinte fragmento
de texto:

[…] But, financial assets represent
the right to a share of the surplus
value that is produced. As long as
this right is not exercised, it remains
virtual. But as soon as anyone
exercises it, they discover that it is
subject to the law of value, which
means one cannot distribute more
real wealth than is produced. The
discrepancy between the exuberant
inflation of the financial sphere and
the more moderate growth of the real
economy is the crux of the problem.
(44)

Traduzindo:

[...] Mas, os ativos financeiros
representam uma parcela da maisvalia
que é produzida. Enquanto esse
direito não for exercido, ele
permanecerá virtual. Mas logo que
alguém o exerce, ele descobre que
esse está sujeito à lei do valor, o que
significa que não se pode distribuir
mais riqueza real do que a produzida.
A discrepância entre a inflação
exuberante da esfera financeira e o
crescimento mais moderado da
economia real é o cerne do problema.
(44)

Como exemplo, deste “cerne do
problema”, a Bolsa de Valores de São
Paulo (BOVESPA) valorizou
estratosféricos 4.828,51%, em moeda
constante (dólar norte-americano) no
período de “1” de janeiro de 1991 a “8”
de maio de 2006. Não obstante, nesse
mesmo período a valorização de
algumas ações de “grande liquidez” e
que se destacam na composição do
índice IBOVESPA foi ainda maior,
como nos mostra a Tabela “1”. (21)

Ação Valorização (%) Peso no Índice Bovespa (%) Jan/abr/91 Jan/abr/06

Petrobras Ordinária 26.390,97 0,391 2,003

Petrobras Preferencial 17.360,93 14,599 9,227

Vale do Rio Doce Ordinária 23.994,98 - 2,188

Vale do Rio Doce Preferencial 13.455,25 19,430 8,095

Tabela “1” - Valorização de algumas
ações da Bovespa - Jan. de 1991 a abr.
de 2006

Fonte: Economatica e Bovespa

Ademais, a data de “8” (oito) de maio de
2006 não foi a data final do ciclo de alta
em comento. Tal ciclo de alta
prolongou-se ainda por
aproximadamente “2” (dois) anos, como
o Gráfico “1” (ADRs de Petrobras) e o
Gráfico “3” (ADRs de Vale) nos
comprovam. Logo, se adicionarmos
mais “2” (dois) anos a tais números,
certamente teremos valorizações ainda
maiores.

Adicionalmente, por meio de cálculos
matemáticos simples, verificamos que a
valorização média ponderada das duas
espécies dos dois títulos descritos na
Tabela “1” __ vale dizer, Petrobras e
Vale __ ultrapassou em (doze) vezes o
conjunto da valorização média dos
demais títulos da composição do índice
Ibovespa no período de “1” de janeiro de
1991 a “8” de maio de 2006.

Por outro lado, mesmo após as enormes
e contínuas desvalorizações sofridas
pelos títulos ADRs de Petrobras e Vale,
respectivamente, de Junho de 2008 a
Fevereiro de 2016 e de Janeiro de 2011 a
Fevereiro de 2016 permitimo-nos
imaginar que a valorização de tais títulos
ainda parece ser extravagante. Tais
evoluções de preços no longo prazo
podem ser comprovadas por meio da
simples visualização do Gráfico “9”
(ADRs de Petrobras) e do Gráfico “10”
(ADRs de Vale), respectivamente.
Assim, este é um primeiro indício de que
são apenas preços virtuais os preços
surgidos das extravagantes valorizações
que podemos visualizar na Tabela “1”,
conforme abaixo podemos visualizar.

Trader anônimo disse...

TEXTO G.2.

Aqui nos parece oportuno fazermos uma
pausa em nossa abordagem para
colocarmos um pergunta importante: Por
que os títulos de Petrobras e Vale, além
de ter tido valorização extravagante,
valorizaram “12” (doze) vezes mais que
os demais títulos da composição do
índice Ibovespa no período de “1” de
1991 à “8” de maio de 2006?

- A resposta simples e inequívoca é
porque tais valorizações extravagantes
permitem a certos “agentes” transferir
riquezas para si próprios, como veremos
no discorrer da presente hipótese.

Neste sentido, a enorme coincidência de
Fevereiro / 2016, ter sido o momento de
uma importante “reversão secundária”,
tanto para os títulos de Petrobras quanto
para os títulos de Vale, conforme
facilmente podemos visualizar nos
gráficos “9” e “10”, respectivamente, é
mais um indício de que o hodierno
capitalismo bursatil brasileiro pode ser
equiparado a uma “pirâmide financeira”
e/ou a uma “manipulação planejada e
continuada”. Em apertada síntese, o
hodierno capitalismo bursatil brasileiro
se equipara a uma conspiração. Neste
sentido, cabe-nos aqui enfatizar algo
acima registrado:

[...] as enormes e contínuas
desvalorizações sofridas pelos títulos
ADRs de Petrobras e Vale,
respectivamente, de Junho de 2008 a
Fevereiro de 2016 e de Janeiro de
2011 a Fevereiro de 2016, tiveram o
mesmo importante momento de uma
“reversão secundária”: “Fevereiro /
2016”.

Ademais, parece-nos oportuno fazer
uma pausa em nossa abordagem para
colocarmos um importante
questionamento: haveria “segurança do
principal” e uma “satisfatória taxa de
retorno” ao aplicarmos financeiramente
em títulos de Petrobras e Vale, títulos
cuja valorização ultrapassou em doze
vezes o conjunto da valorização média
dos demais títulos da composição do
Ibovespa, conforme antes
mencionamos?

- Com certeza, não! Ilustra tal conclusão,
o seguinte fragmento de texto de autoria
do grande aplicador financeiro, Warren
Buffett:

Para um título ser considerado um
investimento, disse Graham, deve
haver certo grau de “segurança do
principal” e uma “satisfatória taxa de
retorno”. [...] Um rendimento
satisfatório inclui não apenas um
rendimento, mas também uma
valorização dos preços. (41)

Entretanto, os títulos constantes da
Tabela “1” ultrapassaram em doze
vezes a valorização média dos
demais títulos do índice Ibovespa,
num longo período de tempo (no
mínimo dezesseis anos), conforme
anteriormente mencionamos no
presente item. Deste modo, tanto a
“segurança do principal”, quanto à
“taxa de retorno do principal” são
altamente questionáveis de serem
encontradas em tais títulos, pois tais
valorizações foram extravagantes,
como antes vimos. Em outros termos,
tais títulos mesmo após as enormes e
contínuas desvalorizações sofridas,
ainda permanecem “sobreavaliados”
atualmente (Setembro / 2019),
conforme antes vimos. Ademais,
sustentamos na primeira hipótese que
os extravagantes preços alcançados
em tais títulos são o resultado tão
somente de manipulações. Não
obstante, alguns investidores,
mormente alguns investidores
institucionais, têm uma política de
“manter em carteira” de forma quase
que permanente tais títulos, como
pode ser facilmente constatado.
Neste sentido, doravante iremos
sustentar que tal política de
“manutenção em carteira” de tais
títulos de “grande liquidez” de forma
quase que permanente é um dos
principais indícios de que os fundos
de pensão são as principais vítimas
do hodierno capitalismo bursatil,
como adiante veremos. Em outros
termos, a manutenção em carteira de
forma quase que permanente destes
títulos « sobreavaliados » e
igualmente « manipulados »,
conforme estamos sustentando na
presente hipótese e na primeira
hipótese, respectivamente, é o
PRIMEIRO INDÍCIO de que o
principal objetivo do hodierno
capitalismo bursátil hodierno é
transferir riquezas, pois tal prática
equivocada equipara-se a uma sutil
forma de transferência de riquezas,
como a seguir iremos demonstrar.

Trader anônimo disse...

TEXTO G.3.

Neste sentido, encontramos na literatura
técnica o seguinte fragmento de texto:
[...] D’un point de vue théorique, les
cours de Bourse doivent être indexés
sur les profits attendus. Cette liaison
est évidemment très imparfaite, et
dépend aussi de la structure de
financement des entreprises : selon
que celles-ci se financent
principalement ou accessoirement sur
les marchés financiers, le cours de
l’action sera un indicateur plus ou
moins précis. L’économiste marxiste
Anwar Shaikh a exhibé une
spécification qui montre que cette
relation fonctionne relativement bien
pour le Etats-Unis. Il en va de même
dans le cas français : entre 1965 et
1995, l’indice de la Bourse de Paris
est bien corrélé avec le taux de profit.
Mais cette loi a été clairement
enfreinte dans la seconde moitié des
années 90 : à Paris, le CAC40 a par
exemple été multiplié par trois en
cinq ans, ce qui est proprement
extravagant. Le retournement
boursier doit donc être interprété
comme une forme de rappel à
l’ordre de la loi de la valeur qui se
fraie la voie, sans se soucier des
modes économiques. Le retour du
réel renvoie en fin de compte à
l’exploitation des travailleurs, qui
est le véritable « fondamental » de
la Bourse. La croissance de la
sphère financière et des revenus
qu’elle procure n’est possible qu’en
proportion exacte de
l’augmentation de la plus-value
non accumulée, et l’une comme
l’autre admettent des limites, qui
ont été atteintes.(22) (negrito nosso)

Traduzindo o fragmento de texto em
negrito:

[...] A reversão bursatil deve,
portanto, ser interpretada como uma
forma de chamar à ordem a lei do
valor, a qual prepara o seu caminho,
independente das tendências
econômicas. O retorno ao real nos
devolve, em última instância, a
exploração dos trabalhadores, que é o
verdadeiro “fundamento” da Bolsa.
O crescimento do setor financeiro e
dos ganhos que este proporciona só é
possível na proporção exata do
aumento da mais-valia não
acumulada, e um, como o outro,
admitem limites que foram atingidos.
(22)

Neste sentido, antes registramos que a
Bolsa de Valores de São Paulo
(BOVESPA) valorizou estratosféricos
4.828,51%, em moeda constante (dólar
norte-americano) no período de “1” de
janeiro de 1991 a “8” de maio de 2006,
como antes vimos. Ademais, na Tabela
“1” registramos que neste mesmo
período de tempo as ações ordinárias de
Vale e Petrobras valorizaram em dólares
norte-americanos 23.994,98% e
26.390,97%, respectivamente.

Por outro lado, antes sustentamos que as
extravagantes valorizações obtidas por
determinados títulos bursateis é um fator
de conhecimento objetivo do futuro.
Logo, não nos parece equivocado
concluirmos que ao compararmos as
valorizações do índice IBOVESPA,
mormente à valorização das ADRs de
Petrobras e Vale (Tabela “1”)
verificamos que tais valorizações
ultrapassaram em muito, mesmo àquela
considerada extravagante valorização do
índice CAC 40, antes mencionada. Em
outros termos, não nos parece
equivocado sustentarmos que são preços
virtuais os preços surgidos das
extravagantes valorizações apresentadas
na Tabela “1”. Conseqüentemente, não
nos parece equivocado sustentar que as
extravagantes valorizações obtidas pelos
títulos de Petrobras e Vale é um fator de
conhecimento objetivo do futuro,
conceito que antes vimos.

Em resumo, no presente item
registramos que os títulos de Vale e
Petrobras tiveram valorização que
ultrapassou em 12 (doze) vezes o
conjunto da valorização média dos
demais títulos da composição do índice
Ibovespa, num período de pelo menos
16 (dezesseis) anos. Ademais, tal
valorização foi extravagante, como
igualmente antes vimos. Entretanto, tal
situação tem sido o germe de uma
“Tendência Irreversível de Baixa da
Bolsa Brasileira”, doravante “TIBBB”,
como iremos sustentar ao longo do
presente trabalho.

Trader anônimo disse...

TEXTO G.4.

Logo, quem “mantém em carteira” de
forma permanente títulos de “grande
liquidez” está transferindo riquezas para
determinados “agentes”, como iremos
sustentar nesta segunda hipótese, bem
como na terceira hipótese. Em outros
termos, tais afirmações são as bases
sobre as quais iremos sustentar a
hipótese de que o hodierno capitalismo
bursátil brasileiro é uma espécie do
gênero conspiração.

Permite-nos ilustrar de que seria uma
maneira de transferir riquezas as
extravagantes valorizações apresentadas
na Tabela “1” a leitura do seguinte
fragmento de texto encontrado na
literatura técnica:

 [...] Mais il y a quand même des
“NOEUDS DE CONVERSION”
entre la sphère financière et la
sphère réelle qui interdisent une
divergence durable. Tout dépend
au fond de ce que l’on fait des
revenus des actifs financiers. Tant
que ceux-ci sont intégralement
réinvestis, les patrimoines
croissent en dehors de tout lien
matériel avec la sphère réelle et
l’écart peut potentiellement
DEVENIR INFINI. Mais si une
partie des droits de tirage qui
correspondent aux revenus
financiers cherchent à se porter
dans la sphère réelle, autrement
dit à s’échanger contre des biens
et services, ce transfert doit se
plier à la loi de la valeur ou plus
prosaïquement à celle de l’offre et
de la demande. (45) (maiúsculo
nosso)

Traduzindo:

 [...] Mas ainda existem « NÓS DE
CONVERSÃO » entre a esfera
financeira e a esfera real que
proíbem uma divergência durável.
Tudo, no fundo, depende do que
fazemos com os ganhos dos ativos
financeiros. Enquanto estes forem
totalmente reinvestidos, os ativos
crescem sem qualquer conexão
física com a economia real e a
diferença pode tornar-se
POTENCIALMENTE INFINITA.
Mas se uma parte destes direitos
de retiradas correspondentes aos
ganhos financeiros procurar se
transferir para a esfera real – ou
seja, procurar se trocar por bens e
serviços –, tal transferência deve
obedecer à lei do valor ou, mais
prosaicamente, àquela lei da
oferta e da procura. (45) (maiúsculo
nosso)

A semelhança das afirmações vale a
transcrição:

 [...] Não há sentido em
AUMENTAR OS PREÇOS DAS
AÇÕES A UM NÍVEL MUITO
ALTO se você não pode induzir o
público a tirar as ações de sua mão
mais tarde. Na realidade, o único
momento em que um vendedor
pode ganhar dinheiro grande
vendendo uma ação é quando a
ação está alta demais. E você pode
apostar seu último centavo na
certeza de que os grandes
acionistas não vão proclamar este
fato para o mundo. (10) (maiúsculo
nosso)

Entretanto, antes vimos que:

“A discrepância entre a inflação
exuberante da esfera financeira e o
crescimento mais moderado da
economia real é o cerne do
problema.” (44)

Em outros termos, fica patente que as
ações no hodierno capitalismo bursatil
nitidamente têm um “preço” e um
“valor”. Neste sentido, podemos ver na
Tabela “1” que os títulos de Petrobras e
Vale tiveram valorizações extravagantes,
o que contraria a “lei do valor”, como
vimos. Assim, esse é um forte indício de
que os títulos de “grande liquidez” são
apenas os veículos concebidos com o
intuito de converter “liquidez
subordinada” (“ações”) em “liquidez
principal” (”dinheiro”). Reforça tal
sentimento o fato de a literatura técnica
sustentar que a “liquidez subordinada”
se equipara a títulos sem substância,
como vimos na primeira hipótese.

Ademais, sustentamos na primeira
hipótese que os extravagantes preços
alcançados pelos títulos de “grande
liquidez” foram o fruto exclusivo de
manipulações. Por seu turno, tais
manipulações são as conseqüências do
surgimento da “opinião do próprio
mercado” e de uma “liquidez
continuada”, como veremos ao longo
desta segunda hipótese.

Conseqüentemente, existem fortes
indícios de que alguns participantes do
mercado bursátil hodierno vão receber
pouco ou nada, pois a finança somente é
capaz de transferir ao longo do tempo a
titularidade das riquezas. Entretanto,
ainda falta que as riquezas sejam
produzidas. (23) Em outros termos, na
Bolsa de Valores não existe o milagre da
multiplicação dos pães. (31)

Trader anônimo disse...

TEXTO. G.5.

Em apertada síntese, se você “mantém
títulos cotados no mercado bursátil em
carteira” de forma permanente você está
fazendo alguma coisa. VOCÊ NÃO
ESTÁ FAZENDO NADA! Você está
participando de uma aposta. Entretanto,
as características de risco de uma aposta
não podem ser eliminadas. Grosso
modo, o seu Capital está em risco.

Em síntese, a Bolsa é apenas uma
máquina de fazer fortunas. [...] Claro
que, para aqueles que ficam ricos, não é
nada desprezível. Mas, para todos os
demais isto começa a ser bastante. (55)
Logo, como a Bolsa de Valores não cria
riquezas, quanto mais fortunas são feitas
na Bolsa de Valores por alguns poucos
participantes desta instituição, mais a
maioria dos demais participantes desta
instituição perde, pois como estamos
sustentando esses últimos transferem
riquezas para os primeiros.

Conseqüentemente, a Bolsa de Valores
hodierna não é uma instituição eficaz,
pois não faz as coisas certas. Logo, não
nos parece equivocado começarmos a
pensar na extinção da Bolsa de Valores.
Prosseguindo em nossa abordagem, vainos
permitir aprofundar no estudo da
enorme diferença que eventualmente
possa existir entre o “preço” e o “valor”,
a leitura do seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:

[...] Aussi informative que soit
cette approche globale, ce n’est
qu’en considérant au cas par
cas la manière dont la bourse a
analysé telle ou telle situation
spécifique qu’on prend
véritablement toute la mesure
des dysfonctionnements qu’a
connus cette période.
Considérons le marché du
jouet au détail, dominé au
début des années 90 par la très
ancienne et vénérable
entreprise Toys « R » Us. Cette
domination est brutalement
contestée par la toute jeune
entreprise eToys, créée en
1997, qui mise sur le
développement du commerce
en ligne pour arriver à ses fins.
(63)

[...] Si l’on compare
objectivement ces deux
entreprises, on observe, d’un
côté, une entreprise forte d’un
savoir-faire et d’une
expérience indéniables,
réalisant en 1998 un chiffre
d’affaires de plus de 11
milliards de dollars dans 1156
magasins pour un profit de 376
millions de dollars et, de
l’autre côté, une entreprise sans
expérience dont le chiffre
d’affaires, cette même année,
se monte à 30 millions de
dollars pour une perte de 28
millions. Autrement dit, eToys
représente l’équivalent
financier de trois magasins de
Toys « R » Us et fait des pertes
quand son concurrent fait des
profits. En dépit de ces
données, à la fin de l’année
1999, eToys était évalué en
bourse 1/3 de plus que le géant
américain du jouet! Pour que le
marché estime de manière
aussi surprenante la valeur de
ces deux firmes, il faut non
seulement qu’il considère que
l’avenir de l’économie est tout
entier contenu dans le
commerce électronique mais
également que les anciennes
firmes seront incapables de
s’adapter à cette nouvelle
donne. Les années suivantes
prouvèrent que ces deux
jugements étaient également
erronés. eToys se déclara en
faillite en mars 2001, son
action ne valant plus que
quelques cents, alors même
que Toys « R » Us s’allia à
Amazon pour développer avec
succès son commerce en ligne.
Cette histoire n’est en rien
isolée. La croyance exacerbée
dans les prodiges de la
Nouvelle Économie a fait
perdre aux investisseurs leur
capacité d’analyser
sereinement les situations des
entreprises. (63)

Traduzindo:

[...] Por mais informativo que
seja essa abordagem
abrangente, é apenas ao
considerarmos caso a caso,
como a Bolsa de Valores
avaliou essa ou aquela situação
específica que realmente
vamos perceber as disfunções
que ocorreram nesse período.
Considere o mercado de
brinquedos de varejo,
dominado no início dos anos
90 pela antiga e venerável
empresa Toys "R" Us. Este
domínio é abruptamente
desafiado pela jovem empresa
eToys, criada em 1997, que
atua no desenvolvimento do
comércio online para chegar
aos seus fins. (63)

Trader anônimo disse...

TEXTO G.6.

[...] Se compararmos
objetivamente essas duas
empresas, observamos, de um
lado, uma empresa com forte
know-how e inegável
experiência, realizando em
1998 um faturamento de mais
de 11 bilhões de dólares em
1156 lojas para um lucro de
376 milhões de dólares e, de
outro lado, uma empresa
inexperiente cujo volume de
negócios, nesse mesmo ano,
ascende a 30 milhões de
dólares para uma perda de 28
milhões. Em outras palavras,
eToys representa o equivalente
financeiro de três lojas da Toys
“R” Us e faz perdas quando
seu concorrente obtém lucro.
Apesar destes dados, no final
de 1999, eToys foi avaliada na
Bolsa de Valores em 1/3 a
mais do que a gigante de
brinquedos dos EUA! Para que
o mercado tenha sido tão
surpreendente quanto ao valor
dessas duas empresas, é
necessário não apenas que ele
considerasse que o futuro da
economia estaria inteiramente
contido no comércio
eletrônico, mas também que as
empresas antigas não seriam
capazes de fazer algo para se
adaptar a esta nova situação.
Os anos seguintes provaram
que ambos esses dois
julgamentos eram igualmente
errôneos. eToys declarou
falência em março de 2001,
com suas ações valendo apenas
alguns centavos, ao passo que
Toys “R” Us firmou parceria
com a Amazon para
desenvolver com sucesso seu
negócio online. Esta história
não é isolada. A crença
exacerbada nas maravilhas da
Nova Economia fez com que
os investidores perdessem a
capacidade de analisar com
serenidade as situações de
negócios. (63)

Na tentativa de demonstrar que as ações
de “eToys” tinham “preço” e “valor”
distintos selecionamos duas assertivas
do fragmento de texto acima,
respectivamente, conforme se segue:

 [...] Apesar destes dados, no
final de 1999, eToys foi
avaliada na Bolsa de Valores
em 1/3 a mais do que a gigante
de brinquedos dos EUA!

 [...] Os anos seguintes
provaram que ambos esses dois
julgamentos eram igualmente
errôneos. eToys declarou
falência em março de 2001,
com suas ações valendo apenas
alguns centavos, ao passo que
Toys “R” Us firmou parceria
com a Amazon para
desenvolver com sucesso seu
negócio online.

O primeiro fragmento de texto, acima
mencionado, iremos classificar como
sendo representativo do “preço”. Neste
sentido, pensamos que a inteligência de
tal fragmento de texto se equipara a
inteligência dos seguintes fragmentos de
texto encontrados no início do presente
item:

 [...] os ativos crescem sem
qualquer conexão física com a
economia real e a diferença
pode tornar-se
POTENCIALMENTE
INFINITA. (45)

 [...] Não há sentido em
AUMENTAR OS PREÇOS
DAS AÇÕES A UM NÍVEL
MUITO ALTO SE VOCÊ
NÃO PODE INDUZIR O
PÚBLICO A TIRAR AS
AÇÕES DE SUA MÃO MAIS
TARDE. Na realidade, o único
momento em que um vendedor
pode ganhar dinheiro grande
vendendo uma ação é quando a
ação está alta demais.

Por outro lado, pensamos que o segundo
fragmento de texto, antes mencionado,
se ajusta ao conceito de “valor”. Neste
sentido, tal fragmento de texto se
equipara ao seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:

“Price is what you pay. Value
is what you get!” (24)

Traduzindo:

“Preço é o que você paga;
valor é o que você obtém!” (24)

Trader anônimo disse...

TEXTO I.1.

II.2. O verdadeiro “fundamento” da
Bolsa de Valores é a exploração dos
trabalhadores

No item anterior colamos certo
fragmento de texto encontrado na
literatura técnica:

“[...] INDUZIR O PÚBLICO
A TIRAR AS AÇÕES DE
SUA MÃO MAIS TARDE [...]
QUANDO A AÇÃO ESTÁ
ALTA DEMAIS”. (10)

No presente item iremos demonstrar que
tal desafio foi alcançado, embora de
forma necessariamente passageira, por
meio do extraordinário incentivo
concedido à “poupança concentrada
coletiva” *, após 1979 / 1980, mormente
nos últimos trinta anos.

* Fundos de pensão e fundos de mútuo

[...] Os fundos de pensão acumulam
contribuições calculadas sobre os
salários e vencimentos, e seu objetivo
declarado é assegurar aos assalariados,
depois de aposentados, uma pensão
regular e estável. [...] A escolha em
favor desses sistemas foi e é mais do que
nunca uma escolha política, escolha em
favor dos mercados financeiros, cujas
conseqüências, hoje, são conhecidas. Da
mesma maneira que Keynes opõe a
gestão da “poupança comum” pelos
poderes públicos à exploração de sua
“raridade” pelo capital rentista, pode-se
opor os sistemas de previdência por
repartição, que não tiveram necessidade
de mercado financeiro para cumprir suas
funções, às aposentadorias de mercado
financeiro submetidas à sorte do
“CASSINO”. (19) * (maiúsculo nosso)

* “Quando o desenvolvimento do capital
em um país se converte em subproduto
das atividades de um CASSINO, é
provável que ele seja realizado em más
condições. SE SE CONSIDERA QUE A
FINALIDADE PROPRIAMENTE
SOCIAL DA BOLSA É CANALIZAR
O INVESTIMENTO NOVO EM
DIREÇÃO MAIS FAVORÁVEL, NÃO
SE PODE REIVINDICAR O GÊNERO
DE SUCESSO OBTIDO EM WALL
STREET COMO UM BRILHANTE
TRIUNFO DO LAISSEZ-FAIRE
CAPITALISTA” (J. M. Keynes, La
théorie générale de l’emploi, cit., p.
174). (19) (maiúsculo nosso)

No fragmento de texto acima
encontramos escrito que a escolha em
favor dos fundos de pensão “[...] foi e é
mais do que nunca uma escolha política,
escolha em favor dos mercados
financeiros, cujas conseqüências, hoje,
são conhecidas”. Assim, pensamos que
tentar descobrir quais são estas
conseqüências deve ser o próximo passo
do presente trabalho. Neste sentido,
parece-nos oportuno à leitura dos
seguintes fragmentos de texto
encontrados na literatura técnica:

1. [...] En conséquence, il faut
interpréter la liquidité financière,
non pas comme étant au service
de la production, mais comme
constituant une transgression de
l’économie productive,
transgression conçue dans
L'INTÉRÊT DES
ACTIONNAIRES. (28) (maiúsculo
nosso)

Traduzindo:

 Conseqüentemente, a liquidez
financeira deve ser interpretada,
não como estando a serviço da
produção, mas como constituindo
uma transgressão da economia
produtiva, uma transgressão
concebida no INTERESSE DOS
ACIONISTAS. (28)

2. [...] En conséquence, il faut
interpréter la liquidité financière,
non pas comme étant au service
de la production, mais comme
constituant, PAR SA NATURE
MÊME, une transgression de
l’économie productive,
transgression conçue dans
L’INTÉRÊT DES
DÉTENTEURS DE TITRES. (18)
(maiúsculo nosso)

Traduzindo:

 [...] Conseqüentemente, a liquidez
financeira deve ser interpretada,
não como estando ao serviço da
produção, mas como constituindo
PELA SUA PRÓPRIA
NATUREZA, uma transgressão
da economia produtiva,
transgressão concebida no
INTERESSE DOS
DETENTORES DOS TÍTULOS.
(18) (maiúsculo nosso)

3. [...] Tampouco prospera a idéia
de que a propriedade das empresas
é entregue aos trabalhadores por
intermédio dos fundos de pensão.
Há aqui um equívoco conceitual
entre propriedade formal e real,
pois não é denominação jurídica
da titularidade que efetivamente
evidencia o conteúdo da
propriedade. Independente da
mesma, o que define a
propriedade é o poder de alocação
e, principalmente, o destino das
riquezas produzidas que, cada vez
mais, se concentram em poucas
mãos. (9)

Trader anônimo disse...

TEXTO I.2

Os dois primeiros fragmentos de texto,
acima mencionados, foram retirados de
duas obras do economista francês André
Orléan. O primeiro fragmento de texto
(28) consta de obra que teve sua
divulgação inicial no ano de 2004, ao
passo que o segundo fragmento de texto
(18) teve sua primeira impressão no ano
de 2011. As diferenças entre os dois
fragmentos de texto estão nas expressões
em maiúsculo. Assim, no primeiro
fragmento de texto (28) encontramos em
maiúsculo a expressão "INTERESSE
DOS ACIONISTAS"; por outro lado, no
segundo fragmento de texto (18) temos
em maiúsculo a expressão "INTERESSE
DOS DETENTORES DOS TÍTULOS".
Tal distinção entre os dois fragmentos de
texto evidencia a evolução do
pensamento do economista francês
André Orléan de 2004 (28) para 2011. (18)

Em outros termos, tal transgressão
inicialmente concebida como de
“INTERESSE DOS ACIONISTAS”
(2004), passa alguns anos depois a ser
concebida no “INTERESSE DOS
DETENTORES DE AÇÕES” (2011).
Neste sentido, o terceiro fragmento de
texto (9), disponibilizado ao público em
2009, está em sintonia com a
interpretação encontrada no segundo
fragmento de texto: “INTERESSE DOS
DETENTORES DE AÇÕES”.

Prosseguindo em nossa abordagem a
figura dos “detentores dos títulos”,
acima mencionada, é conhecida
igualmente pelo nome de “agentes”.
Entretanto, nos fundos de pensão os
“agentes” são também conhecidos por
meio da expressão “proprietários
MATERIAIS da poupança concentrada
coletiva”, doravante “pMdpcc”. Por
outro lado, cabe-nos aqui observar que
nos fundos de pensão são figuras
distintas os “detentores dos títulos” e os
“acionistas”. Assim, nos fundos de
pensão os “detentores dos títulos” são os
executivos do fundo de pensão, pois a
esses é concedida à alocação dos
recursos; por outro lado, os “acionistas”
são os associados do fundo (ativos,
aposentados e pensionistas). Neste
sentido, encontramos no item anterior o
seguinte fragmento de texto:

[...] Por que os títulos de Petrobras e
Vale, além de ter tido valorização
extravagante, valorizaram “12”
(doze) vezes mais que os demais
títulos da composição do índice
Ibovespa no período de “1” de 1991 à
“8” de maio de 2006?

- A resposta simples e inequívoca é
porque tais valorizações
extravagantes permitem a certos
“agentes” transferir riquezas para si
próprios. [...]

Parece-nos oportuno aqui recordarmos
algo que observamos na primeira
hipótese. Assim, naquela parte do
trabalho sustentamos que os
extravagantes preços alcançados pelos
títulos de “grande liquidez” eram fruto
exclusivo de dois ingredientes: de uma
“liquidez continuada” e dos “interesses
dos agentes”.

Igualmente, parece-nos oportuno
retornarmos à leitura do seguinte
fragmento de texto encontrado no item
anterior:

[...] O retorno ao real nos devolve,
em última instância, a exploração dos
trabalhadores, que é o verdadeiro
“fundamento” da Bolsa. (22)

Após a leitura dos fragmentos de texto
acima iremos fazer mais uma
sustentação: os extravagantes preços
alcançados pelos títulos de “grande
liquidez” passam a ser agora o fruto de
três ingredientes. Assim, além da
“liquidez continuada” e do “interesse
dos agentes”, conforme na primeira
hipótese sustentamos, um terceiro
ingrediente deve ser adicionado à
mistura: “a exploração dos
trabalhadores”. Entretanto, os
trabalhadores quando associados de um
fundo de pensão são conhecidos por
meio da expressão: “proprietários
FORMAIS da poupança concentrada
coletiva”, doravante “pFdpcc”. Em
síntese, a seguir iremos sustentar que as
extravagantes valorizações alcançadas
pelos títulos de “grande liquidez”, tais
como àquelas que vimos na Tabela “1”,
são o fruto agora de três ingredientes: de
uma “liquidez continuada”, do “interesse
dos pMdpcc” e da “exploração dos
trabalhadores”. Neste sentido, parecenos
oportuno aqui recordarmos algo que
sustentamos no item anterior: [...] os
títulos de “grande liquidez” são apenas
os veículos concebidos com o intuito de
converter “liquidez subordinada”
(“ações”) em “liquidez principal”
(”dinheiro”).

Trader anônimo disse...

TEXTO I.3.

Em apertada síntese, o mercado dos
títulos de “grande liquidez” listados na
hodierna Bolsa de Valores brasileira
pode ser equiparado a uma pirâmide
financeira, conceito apresentado na
primeira hipótese. Neste sentido, iremos
demonstrar de forma profunda na
terceira hipótese que o mercado dos
títulos de “grande liquidez” listados na
Bolsa de Valores brasileira se equipara a
uma pirâmide financeira. Entretanto,
antecipadamente devemos nos lembrar
de algo que é do conhecimento comum:
“[...] toda pirâmide financeira tem um
tempo de vida limitado.”

Neste ponto de nossa tratativa parecenos
oportuno fazer uma pausa para
fazermos uma pergunta importante: por
que o “retorno ao real” nos conduz ao
verdadeiro “fundamento” da Bolsa: a
exploração dos trabalhadores?

- Entre várias causas, a primordial
parece ser porque a “manutenção em
carteira” dos títulos bursateis de “grande
liquidez” pelos fundos de pensão de
forma quase que permanente é de
interesse único e exclusivo de dois tipos
de atores: dos “pMdpcc” e de
“determinado capital financeiro”, como
a seguir veremos. Neste sentido, “o que
define a propriedade é o poder de
alocação”, como antes vimos. Logo,
quanto maior for o tempo de alocação
das ações de “grande liquidez” pelos
“pMdpcc”, mais riquezas são
transferidas para tais “agentes”, como
inicialmente sustentamos na primeira
hipótese. Em outros termos, a
“manutenção em carteira” dos títulos de
“grande liquidez” pelos fundos de
pensão de forma quase que permanente é
um forte indício de que o verdadeiro
“fundamento” da Bolsa é a exploração
dos trabalhadores. Neste sentido, a
literatura técnica sustenta que são
divergentes os interesses dos “pMdpcc”
(executivos dos fundos de pensão) e dos
“pFdpcc” (associados dos fundos de
pensão), conforme adiante veremos.
Conseqüentemente, o fundo de pensão é
uma indústria ineficiente. Voltaremos ao
tema na terceira hipótese.

Na primeira hipótese tivemos a
oportunidade de discorrer sobre a
“liquidez continuada” e sobre o que seria
o “interesse dos agentes”. Conhecermos
um pouco mais sobre a “assimetria de
informação” e sobre a “exploração dos
trabalhadores” deve ser o próximo passo
do presente trabalho. Neste sentido,
pensamos ser oportuno conhecermos um
pouco sobre o funcionamento dos
“fundos de pensão”. Por seu turno, tal
conhecimento vai nos permitir termos
uma idéia do que seria o interesse dos
“pMdpcc” e do que seria a percepção
relativa dos “pFdpcc”. Assim,
encontramos na literatura técnica os
seguintes fragmentos de texto:

 As principais dificuldades no
tocante à administração dos
fundos de pensão relacionam-se à
separação entre propriedade e
gestão, assimetria de informação e
divergência de objetivos entre o
principal* e o agente**, tendo
como conseqüência os chamados
“problemas de agência”. (21)

* proprietários FORMAIS da
poupança concentrada coletiva
(“pFdpcc”)

** proprietários MATERIAIS da
poupança concentrada coletiva
(“pMdpcc”)

Trader anônimo disse...

TEXTO I.4.

 Essa assimetria de informações
torna a gestão de ativos dos
fundos de pensão uma
“INDÚSTRIA INEFICIENTE”,
pois os donos finais dos ativos
(“principais”) não dispõem de
suficiente informação sobre as
atrocidades que são cometidas em
seus nomes, tanto que a gestão de
ativos é considerada pelos experts
o calcanhar-de-aquiles do sistema
de fundos de pensão (maiúsculo
nosso). (21)

 [...] O contubérnio entre agentes
poderosos, controladores da
riqueza alheia, sobrevive à custa
da ignorância dos investidores de
menor porte que estão obrigados a
“comprar” como boas às
informações e avaliações de um
grupo de administradores dotados
de grande influência sobre a
“opinião dos mercados”. Eles
podem manter, exacerbar ou
inverter tendências; podem, até
mesmo, inventar “novidades”,
manipular preços de ativos e
engabelar a clientela. (19)

Igualmente, pensamos ser oportuno a
leitura da seguinte assertiva de autoria
do grande investidor norte-americano,
Warren Buffett:

 Pension fund managers continue
to make investment decisions with
their eyes firmly fixed on the rearview
mirror. This general fightthe-
last-war approach has proven
costly in the past and will likely
prove equally costly this time
around. (24)

Traduzindo:

 Os gestores dos fundos de pensão
continuam a tomar suas decisões
de investimentos com os olhos
firmemente voltados para o
espelho retrovisor. Este enfoque
geral de-lutar-a-última-guerra
provou ser dispendioso no
passado e provavelmente se
tornará igualmente dispendioso
nos tempos atuais. (24)

Para nos permitir avançar um pouco
mais no conhecimento do que seria a
“assimetria de informação”, acreditamos
ser oportuno aqui fazermos uma
comparação entre duas distintas opiniões
técnicas. Neste sentido, iremos comparar
as opiniões técnicas relacionadas ao
surgimento dos preços bursateis e/ou da
tendência, formuladas respectivamente,
por dois distintos autores (Chancellor e
Hilferding), conforme se segue:

 Na visão da teoria econômica
clássica, as oscilações de preço das
ações se dão como resultado da
atuação da mão invisível na busca da
eficiência do mercado. Seus preços,
portanto, apenas refletem os valores
que lhe são intrínsecos
(CHANCELLOR, 2000). Parece,
contudo, que outras mãos também
atuam nesse mercado. (9)

 A percepção relativa é importante
fator na especulação para se
compensar mutuamente lucros e
prejuízos. Estes são destinados, em
regra, ao grande público, que

[...] NADA SABE (sabe amiúde
genericamente, mas, em todo caso,
nada especificamente), acompanha
os sintomas externos, a tendência e
a corrente geral do mercado. MAS
ESSA TENDÊNCIA PODE SER
PROVOCADA E, COM EFEITO,
É PROVOCADA PELOS
GRANDES ESPECULADORES
(maiúsculo nosso) [...]
(HILFERDING, 1985, p. 142).
Nesse jogo os mercados,
aparentemente, tornam-se
autônomos e a dominação
financeira permite crer que ela se
dá sem a intermediação do processo
de produção, solidificando o
extremo fetichismo do dinheiro. (9)

Trader anônimo disse...

TEXTO I.5.

Assim, aqui nos parece oportuno
questionar: qual das duas hipóteses,
acima mencionadas, – àquela atribuída à
Chancellor, ou àquela sustentada por
Hilferding – estaria mais próxima da
realidade?

- A nosso ver, com certeza a assertiva
atribuída à Hilferding é aquela mais
próxima da realidade. Assim, frente às
evidências relacionadas à “assimetria de
informação” e/ou “percepção relativa”
somos levados a adicionar à mistura
antes comentada um quarto componente:
a “assimetria de informação”.

Neste sentido, parece-nos oportuno
recordarmos o seguinte fragmento de
texto encontrado no item anterior:

[...] Assim, não nos parece
equivocado sustentarmos que os
títulos de “grande liquidez” são
apenas os veículos concebidos com o
intuito de converter “liquidez
subordinada” (“ações”) em “liquidez
principal” (”dinheiro”). [...] Em
outros termos, não nos parece
equivocado sustentarmos que os
títulos de “grande liquidez” são
simples veículos concebidos com o
intuito de transferir riquezas.

Entretanto, devido à “percepção
relativa” e/ou “assimetria de
informação” tal constatação não é
compreendida de forma satisfatória pela
maioria dos participantes do mercado.

Prosseguindo em nossa abordagem,
iremos sustentar que existe certo
relacionamento entre as extravagantes
valorizações alcançadas pelos títulos de
“grande liquidez”, listados na Bolsa
brasileira, e a conseqüente reversão
bursatil. Em outros termos, tal “reversão
bursatil”, se equipara ao surgimento de
uma “TIBBB”. A leitura do seguinte
fragmento de texto encontrado na
literatura técnica vai nos possibilitar a
seguir fazer certa analogia:

[...] La finance fait donc
commerce de promesses. Est-il
assuré que ces promesses de
revenus futurs ne sont pas
excessives par rapport à ce que
sera réellement la richesse
future ? Si c'était le cas, un «
mistigri », telle la mauvaise
carte du jeu du même nom,
circulerait en permanence dans
la sphère financière. Ce
mistigri, ce sont les promesses
de revenus futurs dont il est
certain qu'elles ne pourront être
honorées. MAIS, BIEN SÛR,
SAUF À L'ÉCHÉANCE,
PERSONNE NE SAIT QUI
LE DÉTIENT. Il existe, il
circule, mais chacun espère
qu'il finira entre les mains d'un
autre. [...] En créant des droits
en excès sur la richesse future,
la finance serait alors une
cause permanente de conflits
de répartition, éventuellement
violents. Elle engendrerait et
ferait circuler précarité et
angoisse. (34) (maiúsculo nosso)

Traduzindo:

[...] A finança é, portanto, um
comércio de promessas. É
assegurado que essas
promessas de rendimentos
futuros não são excessivas em
relação ao que realmente será a
riqueza futura? Se esse foi o
caso, um “mico”, como a carta
ruim do jogo do mesmo nome,
circularia permanentemente na
esfera financeira. Este “mico”
é a promessa de rendimentos
futuros, que certamente não
poderão ser honrados. MAS, É
CLARO, EXCETO NO
VENCIMENTO, NINGUÉM
SABE QUEM SERÁ O
DONO. Ele existe, ele circula,
mas cada um espera que ele
acabe nas mãos de outro. [...]
Ao criar direitos de riqueza
futura em excesso, as finanças,
então, seriam uma causa
permanente de conflitos
distributivos, possivelmente
violentos. (34) (maiúsculo nosso)

Trader anônimo disse...

TEXTO I.6.

Em síntese, podemos equiparar parte do
fragmento de texto acima a certa
situação encontrada na Bolsa de Valores
brasileira. Assim, essas “promessas de
rendimentos futuros excessivas”, acima
mencionadas, podem ser equiparadas às
extravagantes valorizações alcançadas
pelos títulos de “grande liquidez”
listados na Bolsa de Valores brasileira,
como àquelas que vimos na Tabela “1”.
Entretanto, iremos sustentar que
contrariamente ao acima escrito, é
possível saber antes do vencimento
quem serão os donos finais destas
“promessas de rendimentos excessivas”.
Assim, iremos demonstrar que os
principais detentores finais dos títulos de
“grande liquidez” (“títulos sem
substância”), serão os fundos de pensão,
pois esses se equiparam a uma “indústria
ineficiente”, como antes vimos. Neste
sentido, em primeiro lugar, em trabalho
disponibilizado na Internet em 2006 (21)
encontramos o seguinte fragmento de
texto:

[...] Assim, a cada ano, alargase
a brecha entre o que se deve
pagar aos aposentados e
pensionistas e o valor dos
investimentos dos fundos de
pensão.

Não obstante, como esses
efeitos “a menor” só serão
percebidos diretamente em
futuro estimado em dez anos,
dadas às peculiaridades
demográficas dos grupos de
associados, a elasticidade pode
ser “absorvida” pelos atuais
dirigentes. Nessa estratégia de
“passar o mico para frente”, só
naquele momento é que irão
efetivamente faltar recursos
para pagar as aposentadorias.

Como conseqüência das
observações mencionadas,
existe o risco de que alguns
proprietários formais da
poupança concentrada venham
a receber pouco ou nada depois
de se aposentarem, pois o
regime de fundos de pensão
demonstrou ser um regime de
confisco salarial em benefício
de “determinado” capital
financeiro. (21)

Em segundo lugar, mas não menos
importante, sustentamos por meio de
análises gráficas e de demonstrações de
relações matemáticas aberrantes ao
longo do tempo, respectivamente, na
primeira hipótese e no primeiro item
desta segunda hipótese, que os
extravagantes preços alcançados pelos
títulos de “grande liquidez” listados na
Bolsa de Valores brasileira são o fruto
exclusivo de uma pirâmide financeira
planejada. (Conclusão “1”)

Ademais, iremos demonstrar na terceira
hipótese que tais extravagantes preços
têm um tempo de vida limitado. Em
síntese, o hodierno capitalismo bursatil
brasileiro tem um tempo de vida
limitado. Em outros termos, podemos
dizer que esse é um indício de que está
em curso uma “TIBBB”. Assim, o
hodierno capitalismo bursátil brasileiro é
uma espécie do gênero conspiração.
(Conclusão “2”)

Por fim, mas não menos importante,
iremos demonstrar igualmente na
terceira hipótese que atualmente
(Setembro / 2019) o “valor” dos títulos
de “grande liquidez, listados na Bolsa de
Valores brasileira é um número próximo
de zero, ou mesmo zero. (Conclusão
“3”)

Trader anônimo disse...

TEXTO I.7.

Assim, frente às três conclusões, acima
mencionadas, quer nos parecer que
“manter em carteira de forma
permanente” títulos de “grande liquidez”
listados na Bolsa de Valores brasileira se
equipara a transferir riquezas. Em outros
termos, “manter em carteira” títulos de
“grande liquidez” de forma permanente
se equipara a transferir riquezas, pois os
extravagantes preços alcançados por tais
títulos são o fruto de manipulações
(Conclusão “1”), têm um tempo de vida
limitado (Conclusão “2”) e podem ter
como “valor” zero atualmente (Setembro
de 2019). (Conclusão “3”)

Frente a tais conclusões, não nos parece
equivocado sustentarmos que a
“poupança concentrada coletiva” é uma
indústria ineficiente. (21) Em outros
termos, o fundo de pensão não é uma
instituição eficaz, pois não faz as coisas
certas. Portanto, o fundo de pensão não é
fim; é meio! Logo, não nos parece
exagerado começar a pensar na extinção
de tal instituição social.

Entretanto, no hodierno capitalismo
bursátil brasileiro os que transferem
riquezas não se limita apenas aos
“trabalhadores”; igualmente, os
pequenos investidores transferem
riquezas, por meio da centralização,
como a seguir veremos.

Em síntese, a hipótese de transferência
de renda, que estamos sustentando é
materializada entre outros meios injustos
também por meio de um misto dos
fenômenos de concentração financeira e
de centralização financeira, conforme a
leitura dos seguintes fragmentos de texto
encontrados na literatura técnica nos
permite compreender:

Na história do capital, a expropriação
dos meios de produção permitiu que
se desse curso ao processo de
subsunção real do trabalho, isto é, a
subordinação do processo de trabalho
ao capital, permitindo a criação de
valor por intermédio da exploração
da força de trabalho. À medida que o
capitalismo avançou, o movimento
da concorrência intercapitalista
operou um processo de concentração
e centralização* do capital que,
conjuntamente a outras mudanças de
natureza sociopolítica, deu
surgimento à indústria moderna
(PAULO NETTO; BRAZ, 2006). (9)

*Pinto (1997) assevera que há na
doutrina uma grande confusão entre
esses dois termos que devem ser
entendidos como movimentos
separados. Apresenta a concentração
de capitais como um aumento da
composição orgânica do capital e a
centralização como uma
expropriação dos capitais
individuais por outros capitalistas,
de modo que poderia haver a
ocorrência desse processo sem
aquele, em que pese ao fato de não
ser uma prática comum. (9) (negrito
nosso)

Levando em consideração todos esses
indícios antes mencionados, não nos
parece equivocado concluirmos que os
“principais” (“pFdpcc”), na atualidade
podem estar desempenhando o “papel”
atribuído ao “público” por Jesse
Livermore, mencionado no item
anterior: “[...] tirar as ações de sua mão
mais tarde [...] quando a ação está alta
demais”. (10) Neste sentido, os “pFdpcc”
são apenas os proprietários da
“poupança concentrada coletiva” do
ponto de vista jurídico. Entretanto, o que
define a propriedade é o poder de
alocação, como antes vimos. E o poder
de alocação pertence aos “agentes”
(“pMdpcc”), como igualmente antes
vimos. Em apertada síntese, como antes
vimos, o verdadeiro “fundamento” da
Bolsa é exploração dos trabalhadores.

Trader anônimo disse...

TEXTO I.8.

Desse modo, quer nos parecer que a
fagulha inicial da idéia que levou ao
surgimento da “transferência de
riquezas”, hipótese que estamos
sustentando na presente hipótese,
remonta pelo menos, aos idos da década
de 1920, época em que a citada obra de
autoria de Jesse Livermore (10) foi
originalmente impressa (1923).

Em resumo, parece-nos que a idéia
principal dos “pMdpcc” seria elevar e,
posteriormente, sustentar as cotações das
ações em patamares nominalmente os
mais elevados possíveis, por um tempo
suficientemente prolongado, como
veremos na terceira hipótese. Em outros
termos, o objetivo dos “pMdpcc” seria
manter as ações em seus níveis nominais
os mais elevados possíveis por um
tempo bem longo, entretanto ainda de
forma necessariamente passageira. (30)
Dessa maneira, os títulos de “grande
liquidez” poderiam ser devidamente
acumulados e, posteriormente
distribuídos para os “principais”
(“pFdpcc”), materializando assim a
hipótese de transferência de riquezas,
que estamos sustentando nesta segunda
hipótese. Em apertada síntese, o
fenômeno acima mencionado, se
equipara àquele conhecido por
“pirâmides financeiras”, conforme
iremos sustentar na terceira hipótese.

Em outros termos, os “agentes”
(“pMdpcc”) adquirem para os
“principais” (pFdpcc”), títulos sem
substância cujos preços estão geralmente
deformados, como vimos no item
anterior. Ademais, os “agentes” tendem
a “manter na carteira” dos “principais”
tais títulos de forma permanente, como
igualmente antes vimos. Desse modo,
por meio de tal tipo de estratégia
inicialmente os “agentes” trocam um
título real (“liquidez principal”) por um
título sem substância (“liquidez
subordinada”). Em segundo lugar, os
“agentes” ao manterem em carteira dos
“principais” tais títulos sem substância
de forma quase que permanente
completam a transferência de riquezas
para “determinado capital financeiro” e
para si próprios. Ademais, desse modo a
assimetria de informação abre espaço
para informações oportunistas, pois
pressupõe que os “agentes” podem
utilizar as informações em seu benefício
próprio, pois como antes vimos o que
define a propriedade é o poder de
alocação. Não por acaso, a literatura
técnica sustenta que os donos finais dos
ativos (títulos de “grande liquidez”) são
os principais. (21)

Assim, resta como alternativa a
observação dos resultados alcançados
pelo agente. (54) Entretanto, iremos
demonstrar na terceira hipótese que o
“valor” atual (Setembro /2019) dos
títulos de “grande liquidez” listados na
Bolsa de Valores brasileira
provavelmente é zero. Em síntese, por
meio da estratégia acima mencionada
você consegue transferir riquezas. Neste
sentido, antes vimos o seguinte
fragmento de texto:

[...] O retorno ao real nos devolve,
em última instância, a exploração dos
trabalhadores, que é o verdadeiro
“fundamento” da Bolsa. (22)

Trader anônimo disse...

TEXTO L.1.

(1) [...] Entretanto, não nos parece
equivocado sustentarmos que frente às
extravagantes valorizações obtidas por
determinados títulos bursateis no longo
prazo, exsurge um fator de
conhecimento objetivo do futuro. Em
outros termos, o futuro passa a ser
probabilizável.

(2) [...]Por que os títulos de Petrobras e
Vale, além de ter tido valorização
extravagante, valorizaram “12” (doze)
vezes mais que os demais títulos da
composição do índice Ibovespa no
período de “1” de 1991 à “8” de maio de
2006?

- A resposta simples e inequívoca é
porque tais valorizações extravagantes
permitem a certos “agentes” transferir
riquezas para si próprios, como veremos
no discorrer da presente hipótese.

(3) [...]Em resumo, no presente item
registramos que os títulos de Vale e
Petrobras tiveram valorização que
ultrapassou em 12 (doze) vezes o
conjunto da valorização média dos
demais títulos da composição do índice
Ibovespa, num período de pelo menos
16 (dezesseis) anos. Ademais, tal
valorização foi extravagante, como
igualmente antes vimos. Entretanto, tal
valorização extravagante tem sido o
germe de uma “Tendência Irreversível
de Baixa da Bolsa Brasileira”, doravante
“TIBBB”, como iremos sustentar ao
longo do presente trabalho. Logo, quem
“mantém em carteira” de forma
permanente títulos de “grande liquidez”
está transferindo riquezas para
determinados “agentes”, como iremos
sustentar nesta segunda hipótese, bem
como na terceira hipótese.

(4) [...] Em outros termos, fica patente
que as ações no hodierno capitalismo
bursatil nitidamente têm “preço” e
“valor” distintos. Neste sentido,
podemos ver na Tabela “1” que os
títulos de Petrobras e Vale tiveram
valorizações extravagantes, o que
contraria a “lei do valor”, como vimos.

(5) [...] Na tentativa de demonstrar que
as ações de “eToys” tinham “preço” e
“valor” distintos selecionamos duas
assertivas do fragmento de texto acima,
respectivamente, conforme se segue:

 [...] Apesar destes dados, no
final de 1999, eToys foi
avaliada na Bolsa de Valores
em 1/3 a mais do que a gigante
de brinquedos dos EUA!

 [...] Os anos seguintes
provaram que ambos esses dois
julgamentos eram igualmente
errôneos. eToys declarou
falência em março de 2001,
com suas ações valendo apenas
alguns centavos, ao passo que
Toys “R” Us firmou parceria
com a Amazon para
desenvolver com sucesso seu
negócio online.

O primeiro fragmento de texto, acima
mencionado, iremos classificar como
sendo representativo do “preço”. Neste
sentido, pensamos que a inteligência de
tal fragmento de texto se equipara a
inteligência dos seguintes fragmentos de
texto encontrados no início do presente
item:

 [...] os ativos crescem sem
qualquer conexão física com a
economia real e a diferença
pode tornar-se
POTENCIALMENTE
INFINITA. (45)

 [...] Não há sentido em
AUMENTAR OS PREÇOS
DAS AÇÕES A UM NÍVEL
MUITO ALTO SE VOCÊ
NÃO PODE INDUZIR O
PÚBLICO A TIRAR AS
AÇÕES DE SUA MÃO MAIS
TARDE. Na realidade, o único
momento em que um vendedor
pode ganhar dinheiro grande
vendendo uma ação é quando a
ação está alta demais.
Por outro lado, pensamos que o segundo
fragmento de texto, antes mencionado,
se ajusta ao conceito de “valor”. Neste
sentido, tal fragmento de texto se
equipara ao seguinte fragmento de texto
encontrado na literatura técnica:

“Price is what you pay. Value
is what you get!” (24)

Traduzindo:

“Preço é o que você paga;
valor é o que você obtém!” (24)

Trader anônimo disse...

TEXTO L.2.

(6) No item anterior colamos certo
fragmento de texto encontrado na
literatura técnica:

“[...] INDUZIR O PÚBLICO
A TIRAR AS AÇÕES DE
SUA MÃO MAIS TARDE [...]
QUANDO A AÇÃO ESTÁ
ALTA DEMAIS”. (10)

No presente item iremos demonstrar que
tal desafio foi alcançado, embora de
forma necessariamente passageira, por
meio do extraordinário incentivo
concedido à “poupança concentrada
coletiva” *, após 1979 / 1980, mormente
nos últimos trinta anos.

* Fundos de pensão e fundos de mútuo

(7) [...] No fragmento de texto acima
encontramos escrito que a escolha em
favor dos fundos de pensão “[...] foi e é
mais do que nunca uma escolha política,
escolha em favor dos mercados
financeiros, cujas conseqüências, hoje,
são conhecidas”. Assim, pensamos que
tentar descobrir quais são estas
conseqüências deve ser o próximo passo
do presente trabalho.

(8) [...]Em outros termos, tal
transgressão inicialmente concebida
como de “INTERESSE DOS
ACIONISTAS” (2004), passa alguns
anos depois a ser concebida como no
“INTERESSE DOS DETENTORES DE
AÇÕES” (2011). Neste sentido, o
terceiro fragmento de texto (9),disponibilizado
ao público em 2009, está em sintonia com a
interpretação encontrada no segundo fragmento de texto:
“INTERESSE DOS DETENTORES DE AÇÕES”.

(9) [...] Neste sentido, parece-nos
oportuno aqui recordarmos algo que
sustentamos no item anterior: [...] os
títulos de “grande liquidez” são apenas
os veículos concebidos com o intuito de
converter “liquidez subordinada”
(“ações”) em “liquidez principal”
(”dinheiro”).

(10) [...]Em outros termos, o mercado
dos títulos de “grande liquidez” listados
na hodierna Bolsa de Valores brasileira
pode ser equiparado a uma pirâmide
financeira, conceito apresentado na
primeira hipótese. Neste sentido, iremos
demonstrar de forma profunda na
terceira hipótese que o mercado dos
títulos de “grande liquidez” listados na
Bolsa de Valores brasileira se equipara a
uma pirâmide financeira planejada.
Entretanto, antecipadamente devemos
nos lembrar de algo que é do
conhecimento comum: toda pirâmide
financeira tem um tempo de vida
limitado.

(11) [...] - A nosso ver, com certeza a
assertiva atribuída à Hilferding é aquela
mais próxima da realidade. Assim,
frente às evidências relacionadas à
“assimetria de informação” e/ou
“percepção relativa” somos levados a
adicionar à mistura antes comentada um
quarto componente: a “assimetria de
informação”.

Trader anônimo disse...

TEXTO L.3.

(12) [...] Prosseguindo em nossa
abordagem, iremos sustentar que
existe certo relacionamento entre as
extravagantes valorizações
alcançadas pelos títulos de “grande
liquidez”, listados na Bolsa brasileira,
e a conseqüente reversão bursatil. Em
outros termos, tal “reversão bursatil”,
se equipara ao surgimento de uma
“TIBBB”.

(13) [...] Em síntese, podemos
equiparar parte do fragmento de texto
acima a certa situação encontrada na
Bolsa de Valores brasileira. Assim,
essas “promessas de rendimentos
futuros excessivos”, acima
mencionadas, podem ser equiparadas
às extravagantes valorizações
alcançadas pelos títulos de “grande
liquidez” listados na Bolsa de
Valores brasileira, como àquelas que
vimos na Tabela “1”.

(14) [...] Em outros termos, “manter em
carteira” títulos de “grande liquidez” de
forma permanente se equipara a
transferir riquezas, pois os extravagantes
preços alcançados por tais títulos são o
fruto de manipulações (Conclusão “1”),
têm um tempo de vida limitado
(Conclusão “2”) e podem ter como
“valor” zero atualmente (Setembro de
2019). (Conclusão “3”)

(15) [...] Em resumo, parece-nos que a
idéia principal dos “pMdpcc” seria
elevar e, posteriormente, sustentar as
cotações das ações em patamares
nominalmente os mais elevados
possíveis, por um tempo suficientemente
prolongado, como veremos na terceira
hipótese. Em outros termos, o objetivo
dos “pMdpcc” seria manter as ações em
seus níveis nominais os mais elevados
possíveis por um tempo bem longo,
entretanto ainda de forma
necessariamente passageira. (30) Dessa
maneira, os títulos de “grande liquidez”
poderiam ser devidamente acumulados
e, posteriormente distribuídos para os
“principais” (“pFdpcc”), materializando
assim a hipótese de transferência de
riquezas, que estamos sustentando nesta
segunda hipótese. Em apertada síntese, o
fenômeno acima mencionado, se
equipara àquele conhecido por
“pirâmides financeiras”, conforme
iremos sustentar na terceira hipótese.

(16) [...] Assim, resta como alternativa a
observação dos resultados alcançados
pelo agente. (54) Entretanto, iremos
demonstrar na terceira hipótese que o
“valor” atual (Setembro /2019) dos
títulos de “grande liquidez” listados na
Bolsa de Valores brasileira
provavelmente é zero. Em síntese, por
meio da estratégia acima mencionada
você consegue transferir riquezas. Neste
sentido, antes vimos o seguinte
fragmento de texto:

[...] O retorno ao real nos devolve,
em última instância, a exploração dos
trabalhadores, que é o verdadeiro
“fundamento” da Bolsa. (22)