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terça-feira, 13 de agosto de 2019

FOMOS MUITO COVARDES

Faço aqui minha expiação.

LEILA SALOMÃO JACOB BISINOTO-MS, DS em Linguística pela UNICAMP

PRECISAMOS ADMITIR:

NÓS FOMOS COVARDES!

Passamos pelo governo da esquerda durante 16 anos de nossas vidas!

16 anos não é pouco - para muitos é uma vida inteira ou a metade dela.

Esse governo passou em brancas nuvens, SEM OPOSIÇÃO.

Fez o que quis, "deitou e rolou" com o dinheiro público -  e com a nossa anuência covarde!

Acreditávamos e esperávamos, burramente, que o PSDB, ou outros partidos,  lhe fizesse oposição. Isso nunca aconteceu, naturalmente, porque são cúmplices de tudo.

- Assistimos ao processo do Mensalão, estarrecidos, mas de camarote, esperando que a Justiça fizesse justiça.

- Ficamos pasmos ao ver os criminosos, "guerreiros do povo brasileiro", com o punho ao alto, desafiando a Justiça e os brasileiros que prestam. Mas foi uma indignação silenciosa.

- Vimos o inchaço dos ministérios e órgãos públicos com pessoas incompetentes e corrompidas. Sofremos com eles, mas ficamos calados.

- Vimos nossas escolas e hospitais se deteriorarem e nosso povo sofrido ser torturado. Nos indignamos, mas nada fizemos.

- Vimos a compra e venda abomináveis e inconstitucionais de apoios de parlamentares a medidas funestas. Mas não reagimos.

- Vimos os filhos do Lula enriquecerem absurdamente e instantaneamente, mas nos calamos diante  da explicação mais absurda ainda, risível e cúmplice do pai.

- Vimos a inércia do Governo petista, que se furtou a peitar as  reformas estruturais tão necessárias ao país (agrária, política, do trabalho, da previdência) porque seriam impopulares e poderiam travar seu "projeto de poder". Mas ficamos só observando...

- Vimos o Lula receber títulos de "doutor honoris causa" pelo mundo afora, sem nada entender, porque esse senhor se arvorava de ser analfabeto e lançou um tal programa "fome zero" que foi só engodo. Mas ficamos quietos.

- Vimos a Dilma expelir suas insanidades e idiotices, num português miserável, mas só nos divertimos com isso. 

- Vimos nossos pobres ficarem endividados até os fios de cabelo, devido a  uma medida populista e demagógica do governo, que lhes "garantiu" as dívidas e os abandonou.

- Vimos os princípios e valores éticos e morais mais caros à família brasileira serem vilipendiados, estuprados, debochados e combatidos pelos "progressistas".  Mas não brigamos por eles.

- Enfim, nós assistimos e não reagimos à ruína social, moral, econômica e cultural de nosso país.
NÓS FOMOS COVARDES!

Foi preciso que um corajoso e iluminado juiz federal de primeira instância, de Curitiba, e um militar parlamentar rebelde e igualmente corajoso de 3°. escalão do Exército (em quem, confesso, não depunha muita fé) nos despertassem e nos encorajassem a nos rebelar contra o status quo que nos fazia sofrer e destruía nosso país.

Não os tenho como deuses infalíveis. Eles hão de errar certamente - e eu lhes permito, porque sei que não terão nenhum problema em corrigir suas falhas. São seres humanos que acertam e erram. Mas são dignos da minha mais profunda reverência pelo que são e pelo que fazem, pelo seu caráter e pela sua idoneidade.

 Peço a Deus que os proteja e ilumine!

19 comentários:

  1. Sei não...Acho que estão armando,,, Quem acabará bandido é, desconfio, o impoluto e admirável Sérgio Moro!
    Edgardo Amorim Rego

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  2. Sem a rigidez do vidro, Moro cede dentro dos limites da tolerância racional, e constrói uma trajetória com objetivo. Bolsonaro tem a utilidade de uma biruta, mas é imprevisível.
    Não podemos mais ficar contemplativos. Temos que ser ativistas.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. A roupa nova do rei, conto de fadas de Hans Christian Andersen, permite-nos uma comparação com a liquidez subordinada: ações. Na procissão real muitos dizem: MAGNÍFICO. Entretanto, um menino diz : O REI ESTÁ SEM ROUPA. Semelhantemente, as ações de grande liquidez: Vale, Petrobras...

    Trader anônimo

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  5. TEXTO C.1.

    SEGUNDA HIPÓTESE: O HODIERNO CAPITALISMO BURSÁTIL É UMA CONSPIRAÇÃO CUJO ÚNICO OBJETIVO É TRANSFERIR RIQUEZAS

    II.1.Primeiros indícios de que o único objetivo do hodierno capitalismo bursátil é a transferência de riquezas: o surgimento de extravagantes cotações durante longos períodos de tempo

    (Um guia para compreendermos a diferença entre "preço" é "valor")

    Na literatura técnica encontramos o seguinte fragmento de texto:

    [...] Na ausência de um conhecimento objetivo do futuro, as expectativas só podem ser subjetivas: cada operador constrói a sua própria visão do futuro. (7)

    Neste sentido, não nos parece equivocado sustentarmos que frente às extravagantes valorizações obtidas no longo prazo por determinados títulos bursateis temos um fator de conhecimento objetivo do futuro. Em outros termos, o futuro passa a ser algo probabilisável.

    No sentido acima, encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto:

    [...] BUT, FINANCIAL ASSETS REPRESENT THE RIGHT TO A SHARE OF THE SURPLUS VALUE THAT IS PRODUCED. AS LONG AS THIS RIGHT IS NOT EXERCISED, IT REMAINS VIRTUAL. BUT AS SOON AS ANYONE EXERCISES IT, THEY DISCOVER THAT IT IS SUBJECT TO THE LAW OF VALUE, WHICH MEANS ONE CANNOT DISTRIBUTE MORE REAL WEALTH THAN IS PRODUCED. The discrepancy between the exuberant inflation of the financial sphere and the more moderate growth of the real economy is the crux of the problem (44) (maiúsculo nosso)

    Traduzindo:

    [...] MAS, OS ATIVOS FINANCEIROS REPRESENTAM UMA PARCELA DA MAIS- VALIA QUE É PRODUZIDA. ENQUANTO ESSE DIREITO NÃO FOR EXERCIDO, ELE PERMANECERÁ VIRTUAL. MAS LOGO QUE ALGUÉM O EXERCE, ELE DESCOBRE QUE ESTÁ SUJEITO À LEI DO VALOR, O QUE SIGNIFICA QUE NÃO SE PODE DISTRIBUIR MAIS RIQUEZA REAL DO QUE A PRODUZIDA. A discrepância entre a inflação exuberante da esfera financeira e o crescimento mais moderado da economia real é o cerne do problema. (44) (maiúsculo nosso)


    Trader anônimo

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  6. TEXTO C.2.

    Como exemplo, deste “cerne do problema”, a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) valorizou estratosféricos 4.828,51%, em moeda constante (dólar norte- americano) no período de “1” de janeiro de 1991 a “8” de maio de 2006. Não obstante, nesse mesmo período a valorização de algumas ações de “grande liquidez” e que se destacam na composição do índice IBOVESPA foi ainda maior, como nos mostra a Tabela “1”. (21)

    Ação

    Valorização (%) Peso no Índice Bovespa (%) Jan/abr/91 - Jan/abr/06

    Petrobras Ordinária
26.390,97 0,391 2,003

    Petrobras Preferencial 17.360,93 14,599 9,227
    
Vale do Rio Doce Ordinária 23.994,98 - 2,188

    Vale do Rio Doce Preferencial 13.455,25 19,430 8,095


    Tabela “1” - Valorização de algumas ações da Bovespa - Jan. de 1991 a abr. de 2006 Fonte: Economatica e Bovespa

    Ademais, a data de “8” (oito) de maio de 2006 não foi a data final do ciclo de alta em comento. Tal ciclo de alta prolongou-se ainda por aproximadamente “2” (dois) anos, como os gráficos “1” e “3” nos comprovam. Logo, se adicionarmos mais “2” (dois) anos a tais números, certamente teremos números maiores.

    Adicionalmente, por meio de cálculos matemáticos simples, verificamos que a valorização média ponderada das duas espécies dos dois títulos descritos na Tabela “1” __ vale dizer, Petrobras e Vale __ ultrapassou em (doze) vezes o conjunto da valorização média dos demais títulos da composição do índice Ibovespa no período de “1” de janeiro de 1991 a “8” de maio de 2006.

    Assim, mesmo após as enormes e contínuas desvalorizações sofridas pelos títulos de Petrobras e Vale, respectivamente, de Junho de 2008 a Fevereiro de 2016 e de Janeiro de 2011 a Fevereiro de 2016 permitimo-nos imaginar que a valorização de tais títulos ainda parece ser extravagante. Tais evoluções de preços no longo prazo podem ser comprovadas por meio da simples visualização dos gráficos “1” e “3”, respectivamente. Assim, este é um primeiro indício de que são preços virtuais os preços surgidos das extravagantes valorizações que podemos visualizar na Tabela “1”.

    Trader anônimo

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  7. TEXTO C.3.

    Aqui nos parece oportuno fazer uma pausa em nossa abordagem para fazermos um importante questionamento: haveria “segurança do principal” e uma “satisfatória taxa de retorno” ao aplicarmos financeiramente em títulos de Petrobras e Vale, títulos cuja valorização ultrapassou em doze vezes o conjunto da valorização média dos demais títulos da composição do Ibovespa, conforme antes mencionamos?

    - Com certeza, não! Ilustra tal conclusão, o seguinte fragmento de texto de autoria do grande aplicador financeiro, Warren Buffett:

    Para um título ser considerado um investimento, disse Graham, deve haver certo grau de “segurança do principal” e uma “satisfatória taxa de retorno”. [...] Um rendimento satisfatório inclui não apenas um rendimento, mas também uma valorização dos preços. (41)

    Entretanto, os títulos constantes da Tabela “1” ultrapassaram em doze vezes a valorização média dos demais títulos do índice Ibovespa, num longo período de tempo (no mínimo dezesseis anos), conforme anteriormente mencionamos no presente item. Deste modo, tanto a “segurança do principal”, quanto a “taxa de retorno do principal” são altamente questionáveis de serem encontradas em tais títulos. Em outros termos, tais títulos atualmente (Agosto / 2019) ainda permanecem “sobreavaliados”. Ademais, sustentamos na primeira hipótese que os preços obtidos em tais títulos são o resultado de manipulações. Não obstante, alguns investidores, mormente alguns investidores institucionais, têm uma política de “manter em carteira” de forma permanente tais títulos. Neste sentido, doravante iremos sustentar que tal política de “manutenção em carteira” destes títulos de forma permanente, acima mencionada, é um dos principais indícios de que os investidores institucionais são as principais vítimas do hodierno capitalismo bursatil.


    Trader anônimo

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  8. TEXTO C.4.

    Ademais, a conservação destes títulos « sobreavaliados » e « manipulados » em carteira de forma permanente, é o PRIMEIRO INDÍCIO de que o único objetivo do hodierno capitalismo bursátil hodierno é transferir riquezas, pois tal prática equivocada equipara-se a uma sutil forma de transferência de riquezas, como a seguir veremos. Neste sentido, encontramos na literatura técnica o seguinte fragmento de texto:

    [...] D’un point de vue théorique, les cours de Bourse doivent être indexés sur les profits attendus. Cette liaison est évidemment très imparfaite, et dépend aussi de la structure de financement des entreprises : selon que celles-ci se financent principalement ou accessoirement sur les marchés financiers, le cours de l’action sera un indicateur plus ou moins précis. L’économiste marxiste Anwar Shaikh a exhibé une spécification qui montre que cette relation fonctionne relativement bien pour le Etats-Unis. Il en va de même dans le cas français: entre 1965 et 1995, l’indice de la Bourse de Paris est bien corrélé avec le taux de profit. Mais cette loi a été clairement enfreinte dans la seconde moitié des années 90 : à Paris, le CAC40 a par exemple été multiplié par trois en cinq ans, ce qui est proprement extravagant. Le retournement boursier doit donc être interprété comme une forme de rappel à l’ordre de la loi de la valeur qui se fraie la voie, sans se soucier des modes économiques. Le retour du réel renvoie en fin de compte à l’exploitationtravailleurs, qui est le véritable « fondamental » de la Bourse. La croissance de la sphère financière et des revenus qu’elle procure n’est possible qu’en proportion exacte de l’augmentation de la plus- value non accumulée, et l’une comme l’autre admettent des limites, qui ont été atteintes.(22)


    Traduzindo o fragmento de texto em negrito:

    A reversão bursatil deve, portanto, ser interpretada como uma forma de chamar à ordem a lei do valor, a qual prepara o seu caminho, independente dos modos econômicos. O retorno ao real nos devolve, em última instância, a exploração dos trabalhadores, que é o verdadeiro “fundamento” da Bolsa. O crescimento do setor financeiro e dos ganhos que este proporciona só é possível na proporção exata do aumento da mais-valia não acumulada, e um, como o outro, admitem limites que foram atingidos. (22)



    Trader anônimo

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  9. TEXTO C.5.

    Neste sentido, antes registramos que a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) valorizou estratosféricos 4.828,51%, em moeda constante (dólar norte- americano) no período de “1” de janeiro de 1991 a “8” de maio de 2006, como antes vimos. Ademais, na Tabela “1” registramos que neste mesmo período de tempo as ações ordinárias de Vale e Petrobras valorizaram em dólares norte- americanos 23.994,98% e 26.390,97%, respectivamente. Por outro lado, antes sustentamos que as valorizações extravagantes obtidas por determinados títulos bursateis é um fator de conhecimento objetivo do futuro. Logo, não nos parece exagerado concluirmos que ao compararmos as valorizações do índice IBOVESPA, mormente a valorização dos títulos de Vale e Petrobras (Tabela “1”) verificamos que estas ultrapassaram em muito, mesmo àquela extravagante valorização do índice CAC 40, acima mencionada. Em outros termos, são preços virtuais os preços surgidos das extravagantes valorizações apresentadas na Tabela “1”. Portanto, não nos parece exagerado sustentar que as extravagantes valorizações obtidas pelos títulos de Vale e Petrobras é um fator de conhecimento objetivo do futuro.

    
Em resumo, no presente item observamos que os títulos de Vale e Petrobras tiveram valorização que ultrapassou em 12 (doze) vezes o conjunto da valorização média dos demais títulos da composição do índice Ibovespa, num período de pelo menos 16 (dezesseis) anos. Tal valorização, portanto, foi extravagante, como igualmente antes vimos. Entretanto, tal situação pode ser o germe de uma tendência irreversível de baixa, como iremos sustentar ao longo do presente trabalho. Ademais, quem “mantém em carteira” de forma permanente títulos de “grande liquidez” está transferindo riquezas para determinados participantes do mercado, como antes sustentamos. Assim, tais afirmações são os fundamentos sobre os quais estamos sustentando a hipótese de que o hodierno capitalismo bursátil é uma espécie do gênero conspiração.


    Trager anônimo

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  10. TEXTO C.6.

    Permite-nos ilustrar de que seria uma maneira de transferir riquezas as extravagantes valorizações apresentadas na Tabela “1” a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica:

    [...] Mais il y a quand même des “NOEUDS DE CONVERSION” entre la sphère financière et la sphère réelle qui interdisent une divergence durable. Tout dépend au fond de ce que l’on fait des revenus des actifs financiers. Tant que ceux-ci sont intégralement réinvestis, les patrimoines croissent en dehors de tout lien matériel avec la sphère réelle et l’écart peut potentiellement DEVENIR INFINI. Mais si une partie des droits de tirage qui correspondent aux revenus financiers cherchent à se porter dans la sphère réelle, autrement dit à s’échanger contre des biens et services, ce transfert doit se plier à la loi de la valeur ou plus prosaïquement à celle de l’offre et de la demande. (45) (maiúsculo nosso)

    Traduzindo:

    [...] Mas ainda existem « NÓS DE CONVERSÃO » entre a esfera financeira e a esfera real que proíbem uma divergência durável. Tudo, no fundo, depende do que fazemos com os ganhos dos ativos financeiros. Enquanto estes forem totalmente reinvestidos, os ativos crescem sem qualquer conexão física com a economia real e a diferença pode tornar-se POTENCIALMENTE INFINITA. Mas se uma parte destes direitos de retiradas correspondentes aos ganhos financeiros procurar se transferir para a esfera real – ou seja, procurar se trocar por bens e serviços –, tal transferência deve obedecer à lei do valor ou, mais prosaicamente, àquela lei da oferta e da procura. (maiúsculo nosso)

    A semelhança das afirmações vale a transcrição:

    • [...] Não há sentido em AUMENTAR OS PREÇOS DAS AÇÕES A UM NÍVEL MUITO ALTO se você não pode induzir o público a tirar as ações de sua mão mais tarde. Na realidade, o único momento em que um vendedor pode ganhar dinheiro grande vendendo uma ação é quando a ação está alta demais. E você pode apostar seu último centavo na certeza de que os grandes acionistas não vão proclamar este fato para o mundo. (maiúsculo nosso) (10)

    Trader anônimo

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  11. TEXTO C.7.

    Assim, não nos parece equivocado sustentarmos que os títulos de “grande liquidez” são apenas o meio escolhido para converter “liquidez subordinada” (“ações”) em “liquidez principal” (”dinheiro”). Entretanto, a literatura técnica sustenta que a “liquidez subordinada” se equipara a títulos sem substância, como antes vimos. Ademais, sustentamos na primeira hipótese que os preços dos títulos de “grande liquidez” surgiram como conseqüência de manipulações. Logo, não nos parece equivocado sustentarmos que os títulos de “grande liquidez” são simples meios de transferência de riquezas. Ademais, existem fortes indícios de que alguns participantes do mercado bursátil hodierno vão receber pouco ou nada, pois a finança somente é capaz de transferir ao longo do tempo a titularidade das riquezas. Entretanto, ainda falta que as riquezas sejam produzidas. (23)

    Em outros termos, na Bolsa de Valores não existe o milagre da multiplicação dos pães. (31) Entre estes participantes do mercado que vão receber pouco ou nada se destacam àqueles que mantêm títulos cotados no mercado bursátil em carteira de forma permanente, como veremos na quarta hipótese. Em apertada síntese, se você “mantém títulos cotados no mercado bursátil em carteira” de forma permanente você está fazendo alguma coisa. VOCÊ NÃO ESTÁ FAZENDO NADA! Você está participando de uma aposta. Entretanto, as características de risco de uma aposta não podem ser eliminadas. Grosso modo, o seu Capital está em risco.

    Em síntese, a Bolsa é apenas uma máquina de fazer fortunas. [...] Claro que, para aqueles que ficam ricos, não é nada desprezível. Mas, para todos os demais isto começa a ser bastante. (55) Logo, como a Bolsa de Valores não cria riquezas, quanto mais fortunas são feitas na Bolsa de Valores por alguns poucos participantes desta instituição, mais a maioria dos demais participantes perde. Conseqüentemente, a Bolsa de Valores hodierna não é uma instituição eficaz, pois não faz as coisas certas.

    Trader anônimo

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  12. TEXTO C.8.

    Vai-nos permitir aprofundar no estudo da enorme diferença que eventualmente possa existir entre o “preço” e o “valor”, a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica:

    [...] Aussi informative que soit cette approche globale, ce n’est qu’en considérant au cas par cas la manière dont la bourse a analysé telle ou telle situation spécifique qu’on prend véritablement toute la mesure des dysfonctionnements qu’a connus cette période. Considérons le marché du jouet au détail, dominé au début des années 90 par la très ancienne et vénérable entreprise Toys « R » Us. Cette domination est brutalement contestée par la toute jeune entreprise eToys, créée en 1997, qui mise sur le développement du commerce en ligne pour arriver à ses fins. (63)

    [...] Si l’on compare objectivement ces deux entreprises, on observe, d’un côté, une entreprise forte d’un savoir-faire et d’une expérience indéniables, réalisant en 1998 un chiffre d’affaires de plus de 11 milliards de dollars dans 1156 magasins pour un profit de 376 millions de dollars et, de l’autre côté, une entreprise sans expérience dont le chiffre d’affaires, cette même année, se monte à 30 millions de dollars pour une perte de 28 millions. Autrement dit, eToys représente l’équivalent financier de trois magasins de Toys « R » Us et fait des pertes quand son concurrent fait des profits. En dépit de ces données, à la fin de l’année 1999, eToys était évalué en bourse 1/3 de plus que le géant américain du jouet! Pour que le marché estime de manière aussi surprenante la valeur de ces deux firmes, il faut non seulement qu’il considère que l’avenir de l’économie est tout entier contenu dans le commerce électronique mais également que les anciennes firmes seront incapables de s’adapter à cette nouvelle donne.

    Les années suivantes prouvèrent que ces deux jugements étaient également erronés. eToys se déclara en faillite en mars 2001, son action ne valant plus que quelques cents, alors même que Toys « R » Us s’allia à Amazon pour développer avec succès son commerce en ligne. Cette histoire n’est en rien isolée. La croyance exacerbée dans les prodiges de la Nouvelle Économie a fait perdre aux investisseurs leur capacité d’analyser sereinement les situations des entreprises. (63)


    Trader anônimo

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  13. TEXTO C.9.

    Traduzindo:

    [...] Por mais informativo que seja essa abordagem abrangente, é apenas ao considerarmos caso a caso, como a Bolsa de Valores avaliou essa ou aquela situação específica que vamos realmente perceber as disfunções que ocorreram nesse período. Considere o mercado de brinquedos de varejo, dominado no início dos anos 90 pela antiga e venerável empresa Toys "R" Us. Este domínio é abruptamente desafiado pela jovem empresa eToys, criada em 1997, que atua no desenvolvimento do comércio online para chegar aos seus fins. (63)


    [...] Se compararmos objetivamente essas duas empresas, observamos, de um lado, uma empresa com forte know-how e inegável experiência, realizando em 1998 um faturamento de mais de 11 bilhões de dólares em 1156 lojas para um lucro de 376 milhões de dólares e, de outro lado, uma empresa inexperiente cujo volume de negócios, nesse mesmo ano, ascende a 30 milhões de dólares para uma perda de 28 milhões. Em outras palavras, eToys representa o equivalente financeiro de três lojas da Toys “R” Us e faz perdas quando seu concorrente obtém lucro. Apesar destes dados, no final de 1999, eToys foi avaliada na Bolsa de Valores em 1/3 a mais do que a gigante de brinquedos dos EUA! Para que o mercado tenha sido tão surpreendente quanto ao valor dessas duas empresas, é necessário não apenas que ele considerasse que o futuro da economia estaria inteiramente contido no comércio eletrônico, mas também que as empresas antigas não seriam capazes de fazer algo para se adaptar a esta nova situação. Os anos seguintes provaram que ambos esses dois julgamentos eram igualmente errôneos. eToys declarou falência em março de 2001, com suas ações valendo apenas alguns centavos, ao passo que Toys “R” Us firmou parceria com a Amazon para desenvolver com sucesso seu negócio online. Esta história não é isolada. A crença exacerbada nas maravilhas da Nova Economia fez com que os investidores perdessem a capacidade de analisar com calma as situações de negócios. (63) (maiúsculo nosso)

    Trader anônimo

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  14. TEXTO C.10.

    Na tentativa de demonstrar que as ações de “eToys” tinham um “preço” e um “valor” selecionamos duas assertivas do fragmento de texto acima, conforme se segue:

    •[...] Apesar destes dados, no final de 1999, eToys foi avaliada na Bolsa de Valores em 1/3 a mais do que a gigante de brinquedos dos EUA!

    •[...] Os anos seguintes provaram que ambos esses dois julgamentos eram igualmente errôneos. eToys declarou falência em março de 2001, com suas ações valendo apenas alguns centavos, ao passo que Toys “R” Us firmou parceria com a Amazon para desenvolver com sucesso seu negócio online.

    O primeiro fragmento de texto vamos classificar como sendo representativo do “preço”. Neste sentido, pensamos que tal fragmento de texto se encaixa em certo conceito encontrado na literatura técnica que vimos no início do presente item, conforme a seguir relembramos:

    [...] os ativos crescem sem qualquer conexão física com a economia real e a diferença pode tornar-se POTENCIALMENTE INFINITA. (45)

    Por outro lado, pensamos que o segundo fragmento de texto pensamos que se ajusta ao conceito de “valor”. A nosso ver, tal fragmento de texto se equipara ao seguinte fragmento de texto encontrado na literatura técnica:

    “Price is what you pay. Value is what you get!” (24)

    Trader anônimo

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  17. ...] A queda da bolsa a 96.000 pontos e o dólar à 4,15 é muito ruim para a Previ. As ações da Vale caíram para 42,00, as da Petrobrás para 24,00, as do BB para 45,00.  Estrangeiros saindo da bolsa em disparada. Indícios de pânico.  

    - Doutor Medeiros, colegas de chat,

    Classificamos o fragmento de texto acima como representativo de algo como o "PREÇO", não como o "VALOR". Neste sentido, "colamos" no blog TERCEIRA VIA, o seguinte:

    "TEXTO C.10.

    Na tentativa de demonstrar que as ações de “eToys” tinham um “preço” e um “valor” selecionamos duas assertivas do fragmento de texto antes mencionado, conforme se segue:

    •[...] Apesar destes dados, no final de 1999, eToys foi avaliada na Bolsa de Valores em 1/3 a mais do que a gigante de brinquedos dos EUA!

    •[...] Os anos seguintes provaram que ambos esses dois julgamentos eram igualmente errôneos. eToys declarou falência em março de 2001, com suas ações valendo apenas alguns centavos, ao passo que Toys “R” Us firmou parceria com a Amazon para desenvolver com sucesso seu negócio online.

    O primeiro fragmento de texto acima vamos classificar como sendo representativo do “preço”. Neste sentido, pensamos que tal fragmento de texto se encaixa em certo conceito encontrado na literatura técnica que vimos no início do presente item, conforme a seguir relembramos:

    [...] os ativos crescem sem qualquer conexão física com a economia real e a diferença pode tornar-se POTENCIALMENTE INFINITA. (45)

    Por outro lado, pensamos que o segundo fragmento de texto se ajusta ao conceito de “valor”. Neste sentido, tal fragmento de texto se equipara ao seguinte aforismo encontrado na literatura técnica:

    “Price is what you pay. Value is what you get!” (24) "

    - Logo, enfatizamos mais uma vez, que o fundo PREVI deve ter uma política de alienar todas as ações de "grande liquidez"* atualmente em carteira (Agosto / 2019) sob pena de enormes prejuízos para uma comunidade de aproximadamente um milhão de pessoas.

    Trader anônimo

    *Vale, Petrobras, etc.

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  18. Trader anônimo29 de agosto de 2019 23:58
    Prezado Dr. Edgardo Amorim Rego,

    Segue abaixo fragmento de texto retirado do livro "O império do Valor", de André Orléan. O fato do fundo Previ ter uma política de manter em carteira títulos de "grande liquidez" de forma quase que permanente traz-nos preocupaçōes. Peço-lhe que frente à inteligência do fragmento de texto abaixo analise os reflexos de tal política no longo prazo para os associados do fundo Previ.

    [...] En conséquence, il faut interpréter la liquidité financière, non pas comme étant au service de la production, mais comme constituant, par sa nature même, une transgression de l'économie productive, transgression conçue dans l'intérêt des détenteurs de titres.

    digamo.free.fr/empirval.pdf

    Trader anônimo

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